O México não descarta a possibilidade de adotar tarifas recíprocas contra os Estados Unidos, embora prefira manter o diálogo antes de tomar qualquer medida. A declaração foi feita pela presidente Claudia Sheinbaum em meio à escalada da guerra comercial desencadeada pelo governo norte-americano na semana passada.
O país latino-americano é especialmente vulnerável às tarifas impostas pelos EUA, já que cerca de 80% das exportações mexicanas têm como destino o mercado norte-americano. Ambos os países são signatários do tratado de livre comércio T-MEC, que também inclui o Canadá.
“Na medida do possível, queremos evitar impor tarifas recíprocas. Não as descartamos, mas nossa prioridade é continuar negociando com os Estados Unidos”, afirmou Sheinbaum. As novas tarifas afetam setores estratégicos, como o aço, o alumínio e parcialmente a indústria automotiva.
Segundo a presidente, adotar tarifas similares poderia gerar aumento de preços no mercado interno. “Queremos proteger a indústria mexicana e nossas empresas, mas buscamos antes um entendimento com os EUA”, disse.
As medidas impostas por Donald Trump em 2 de abril se aplicam a diversos países, mas excluem, no caso do México e do Canadá, bens exportados sob as regras do T-MEC.
Foto: Rodrigo Oropeza

