A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro informou neste domingo, 13, por meio de suas redes sociais, que a cirurgia do ex-presidente Jair Bolsonaro deve durar mais do que o inicialmente previsto. Em publicação nos stories do Instagram, Michelle disse que a equipe médica comunicou que o procedimento será prolongado em razão da presença de múltiplas aderências no abdômen do paciente.

“A equipe médica nos informou que será uma cirurgia longa, porque ele está com muitas aderências”, escreveu Michelle.

As aderências intestinais são bandas de tecido fibroso que podem se formar entre as alças do intestino ou entre o intestino e outras estruturas abdominais. Elas funcionam como uma espécie de “cola”, unindo órgãos e tecidos de maneira anormal. Essas aderências costumam surgir após cirurgias, infecções ou traumas internos e podem causar complicações, como dores, obstruções e inflamações.

Bolsonaro está passando por uma laparotomia exploradora, iniciada por volta das 10h da manhã, após preparação realizada entre 9h e 10h. O procedimento tem como objetivo liberar as aderências formadas ao longo dos últimos anos e reconstruir a parede abdominal danificada.

Por volta das 15h, o pastor Silas Malafaia, aliado próximo de Bolsonaro, comunicou por sua lista de transmissão no WhatsApp que a cirurgia seguia normalmente e estimava que ainda faltavam cerca de quatro horas para o término. Ele ressaltou que a informação foi autorizada por Michelle.

Esta nova cirurgia soma-se às várias intervenções feitas desde o atentado a faca que Bolsonaro sofreu em 2018, durante a campanha presidencial. O ex-presidente foi internado na sexta-feira, 11, após sentir fortes dores intestinais durante compromissos no Nordeste. No sábado à noite, foi transferido do Hospital Rio Grande, em Natal, para o Hospital DF Star, em Brasília, onde foi confirmada a persistência do quadro de suboclusão intestinal, que compromete a passagem de alimentos, líquidos e gases pelo sistema digestivo.

Foto: Partido Liberal via Youtube

 


Avatar

administrator