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Minas deve ganhar até meados de 2023 um grande laboratório de tecnologia para desenvolvimento de aplicativos e outros serviços. O empreendimento será o diferencial para que o Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, se transforme em um hub de inovação, criando um grande ecossistema para produção de conhecimento e explorar o potencial da tecnologia 5G de telecomunicações e a internet das coisas (IOT).

O programa BH Airport for Startups está em andamento e já conta com grandes empresas parceiras, afirma o CEO da BH Airport, administradora do terminal aeroportuário, Kleber Meira. Em entrevista, o executivo adianta que o Centro de Inovação ocupará uma área de 4 mil metros quadrados do terminal, podendo abrigar grandes empresas de tecnologia, universidades e startups que vão desenvolver aplicações voltadas, especialmente, para as áreas de logística, segurança, mobilidade e telecomunicações.

A ideia, segundo Kleber Meira, é utilizar o terminal como um laboratório de aplicativos que podem ser utilizados em outros ambientes. “Aqui, a gente requer infraestrutura, tecnologias de sustentabilidade e meio ambiente, telecomunicações, logística. É possível, então, desenvolver e testar várias iniciativas”, destaca o CEO.

Na lista das parceiras estão Sebrae, FCJ Venture Builder, Raja Valley, Embraer, PUC Minas, Fundação Dom Cabral, Ericsson, Vivo e Stellantis.
A proposta faz parte de um conjunto de iniciativas desenvolvidas pela administração do terminal que buscam diversificar os serviços e usos do aeroporto como forma de assegurar a sustentabilidade e contribuir com o desenvolvimento econômico do Estado.

“Queremos ser mais do que um local de embarque e desembarque para os passageiros. Minas Gerais é mais do que minério, temos uma economia diversificada e pujante e o aeroporto quer fazer parte disso. Estamos em sintonia com a ambição dos mineiros”, afirma Kleber Meira.

Múltiplo

O Aeroporto de Confins é o único do país com autorização para funcionar como terminal industrial, o que permite a instalação de empresas com incentivos fiscais. A administração está buscando ampliar as lojas e serviços disponíveis no espaço e tem o projeto de criar um centro de convenções na área do aeroporto e um centro de serviços médicos.

O valor do investimento a ser feito para implantar todas essas iniciativas não foi informado pelo gestor.

Sem perder qualidade

Agregar esses serviços e infraestruturas ao principal terminal aeroportuário mineiro é uma estratégia para otimizar o uso da área existente, as possibilidades de negócios e de inovação, agregando valor após um período de impactos provocados pela Covid-19.

O setor aéreo sofreu com a pandemia e não foi diferente com o terminal de Confins. O aeroporto recebeu 11 milhões de passageiros em 2019 e viu o movimento despencar para 4 milhões em 2020. Em 2021 registrou uma retomada do movimento, chegando a 7 milhões, volume ainda bem distante do período pré-pandemia.

E esse caminho de volta do setor aéreo veio acompanhado de um aumento nas reclamações dos passageiros, segundo registros do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor.

Kleber Meira ressalta, no entanto, que o trabalho para oferecer as melhores condições aos passageiros é constante. “Hoje nós recebemos até 10 milhões de passageiros por ano, mas temos infraestrutura para receber 32 milhões”, afirma.

O Aeroporto de Confins tem hoje, segundo a administração, os melhores índices gerenciais e resultados entre os maiores aeroportos do Brasil. O terminal se consolidou como o terceiro com mais quantidade de destinos domésticos do país e também como um dos principais “hubs” de logística e transporte aéreo do Brasil.

 


Paola Tito

editor

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