Minas Gerais encerrou o primeiro trimestre de 2025 como o segundo maior estado exportador do Brasil, com um volume de US$ 9,9 bilhões em exportações e um superávit comercial de US$ 5,6 bilhões. O desempenho garantiu ao estado a responsabilidade por 12,9% das exportações nacionais, ficando atrás apenas de São Paulo, que liderou com 19,8%.

As importações mineiras totalizaram US$ 4,4 bilhões, registrando alta de 22% em relação ao mesmo período de 2024. Com isso, Minas ocupou a quinta posição entre os maiores importadores do país, contribuindo com 6,5% do volume nacional.

Somente em março, as exportações de Minas chegaram a US$ 3,8 bilhões, um crescimento de 8,9% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. O valor correspondeu a 38,5% de todo o volume exportado pelo estado no trimestre. As importações em março somaram US$ 1,4 bilhão, alta de 7,9% frente ao mesmo mês de 2024, representando 32,5% do acumulado do trimestre.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), o fluxo comercial mineiro foi o terceiro maior do país no trimestre, alcançando US$ 14,3 bilhões, com aumento de 5,4% em relação ao mesmo período de 2024.

A secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mila Corrêa da Costa, ressaltou o desempenho positivo do estado. “Minas continua avançando no comércio exterior, refletindo ações voltadas à diversificação da pauta exportadora e à promoção internacional dos produtos mineiros”, afirmou.

Dentre os 280 municípios exportadores, destacaram-se Varginha (7,6%), Guaxupé (6%), Conceição do Mato Dentro (5,2%), Araxá (5%) e Nova Lima (4,8%). Ao todo, as exportações mineiras chegaram a 174 países, com a China liderando entre os destinos (30,7%), seguida por Estados Unidos (11,3%), Alemanha (4,8%), Argentina (4,7%) e Canadá (4,5%).

Minas Gerais manteve a liderança nacional na exportação de café, com vendas de US$ 2,9 bilhões, o equivalente a 28,9% das exportações brasileiras do grão. O café também foi o produto que registrou o maior crescimento no trimestre, com aumento de US$ 1,3 bilhão em relação a 2024 — uma alta de 76,6%.

Além do café, o estado se destacou na exportação de hidrogênio (US$ 79,9 milhões), pedras preciosas (US$ 38,9 milhões), aparelhos ortopédicos (US$ 24,7 milhões) e recipientes como barris e reservatórios (US$ 5,2 milhões).

No campo das importações, entre os 272 municípios, lideraram Extrema (14,4%), Betim (12,1%) e Uberaba (8,7%), seguidos por Contagem (5,7%) e Pouso Alegre (5,4%). Os principais produtos importados foram partes de tratores e veículos (3,4%), produtos imunológicos e vacinas (2,9%), veículos de carga (2,8%), automóveis de passageiros (2,7%) e turbinas a gás (2,6%).

Foto: Adobe Stock / Eugênio Sávio


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