O programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) foi o tema central do painel que abriu o segundo dia do Minascon, o principal evento da indústria da construção civil, realizado em Belo Horizonte neste domingo (26). O painel foi mediado pela Conselheira Técnica da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Maria Henriqueta Arantes.

No debate, o Superintendente Nacional da Rede Caixa, Alexandre Cordeiro, e a Superintendente Executiva de Habitação da Caixa, Denise Teixeira, compartilharam os números do crédito imobiliário no Brasil. Eles destacaram que dois terços desse mercado é atualmente representado pela Caixa Econômica Federal.

Alexandre Cordeiro ressaltou que Minas Gerais é um estado de grande importância para o mercado da construção civil, sendo sede de players de destaque do setor. Além disso, o estado se destacou no próprio MCMV, figurando como o quarto entre os dez municípios do Brasil na contratação do programa, com R$ 2,44 bilhões em volume de crédito, ficando atrás apenas de São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba.

Analisando o cenário macroeconômico, o executivo considerou o momento atual do país favorável para o mercado da moradia. “Temos a inflação e o desemprego sob controle, ou seja, as pessoas estão com renda, a alta demanda pela habitação, a qualidade dos produtos ofertados e o fato do mercado de alto padrão estar cada vez menos dependente do crédito”, analisou Cordeiro. “Os fundamentos econômicos atuais favorecem o investimento imobiliário”.

Denise Teixeira complementou o cenário de alta demanda ao citar outras iniciativas da instituição lançadas recentemente que podem favorecer o mercado imobiliário. Uma delas é o programa Reforma Casa Brasil, criado para facilitar melhorias estruturais em imóveis.

Ela também destacou a estratégia da Caixa que fomenta o retrofit de imóveis existentes. “A Caixa oferece a antecipação de 50% do valor de apoio à produção, em contraste com os 10% oferecidos para a produção de novos imóveis”, explicou. Segundo Denise, embora o retrofit se refira a um imóvel existente, o mutuário é enquadrado no orçamento do FGTS para imóvel novo, o que é financeiramente mais favorável.

Os executivos citaram ainda as prioridades da Caixa para os próximos anos, o que inclui programas direcionados à sustentabilidade, com a introdução de uma calculadora de pegada de carbono. O objetivo é que, a partir de 2026, todas as obras financiadas pela Caixa Econômica Federal utilizem essa ferramenta para calcular e reportar os resultados da emissão de carbono para a sociedade, o que deve, segundo eles, transformar o mercado da construção civil no país.

O Minascon é uma realização do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), SENAI, IEL e da FIEMG, com o patrocínio ouro do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais (Crea-MG), da Caixa Econômica Federal e do Governo Federal. O apoio máster é do Sebrae e a parceria é do CAU-MG e da VIC Engenharia.

Foto: PlayP


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