Por Geraldo Elísio (Repórter)
Ambição facilita caminhos para os quatro cavaleiros do Apocalipse. Observem que não sou nenhum profeta maluco de plantão e menos ainda eu integro o quarteto acima citado.
Em uma eventual conquista mais ampla do espaço sideral acredito um grupo pequeno de privilegiados, de outros planetas, poderão com equipamentos potentes estudar como os cientistas de hoje desnudam até mesmo os restos mortais de planetas de toda ordem que já enfeitaram a imensidão do universo antes de se transformarem em objeto de cobiça e teorias científicas.
Porém um destino cruel e similar pode estar reservado para a humanidade vítima da cobiça e da ambição dos terráqueos de hoje, mesmo sem certeza plena de um eventual sucesso quanto ao renascimento dos ambiciosos de plantão, mesmo que eles possam ostentar em currículos prontos para enfeitar museus de ordens científicas uma paisagem do assim existiu.
Não sei se o governador mineiro Romeu Zema constará de tais relíquias, porém se assim acontecer não será por falta de mérito e esforço conduzidos por uma ambição retumbante. Entretanto, o instinto de repórter indica que algo deve ser feito, pois não estou trabalhando ensaios de ficção científica.
Um quadro desenhado
O meu curriculum profissional amalgamado ao longo de 64 anos de existência com contatos diretos entre muitos políticos da elite brasileira me autorizam a pensar mais longe. Nunca este velho repórter viu tamanha ganância e presunção cercada por tamanha corja de nefastos preocupados sós com o agora em detrimento do futuro. Inclusive dos filhos deles .
E surgido do nada, porém, diga-se de passagem, por uma questão de justiça, brandindo votos populares aos montes, num Estado comprometido única e exclusivamente com os parcos rendimentos estaduais, divisamos um campo fértil para a amplitude de oportunistas de tal natureza.
Do nada, apoiado em quem de nada sabe surgiu o Zema Prêmio Oscar do fingimento de caipira de pronto adotado por milhares de coadjuvantes de iguais deslizes, talvez num instante crucial onde o Estado de Minas Gerais mais precisa de um verdadeiro estadista capaz de superar desafios a que deveremos vir a enfrentar.
Mente toldada por cifrões, sem peso no âmbito da fragilizada Assembleia Legislativa de Minas Gerais, o paspalhão aposta simplesmente em guarda os restos mortais de Jair Messias, quando este já começa a dar sinais de iniciar por mais tempo a sua aposta em terras do tio Sam.
Sem nenhum estudo técnico de expressão para justificar a sua mente vendável, Romeu Zema faz de ambição e da cobiça a sua Julieta não provida dos talentos de William Shakespeare para vender as nossas riquezas minerais, sem sequer se preocupar se amanhã ou depois poderemos ser vítimas de acidentes naturais irreversíveis.
Neste ponto abrimos um parêntesis para explicar que não estamos a exigir do governante nada impossível. Sim. É claro, acidentes naturais são imprevisíveis. Tal crédito de confiança não pode ser negado ao senhor governador. Como também não podem ser negados avanços científicos capazes de estabelecer previsões.
Tremores sísmicos ganham avanços
Romeu Zema não pode ser responsabilizado por nenhum sismo ocorrido em Minas Gerais. Nem ele ou nenhum outro ser humano. Entretanto ele os grupos científicos encarregados do monitoramento de tais fenômenos, pelo andar das carruagens, poderão se ver em palpos de aranha diante de situações futuras. Ai sim, se continuar brincando ele poderá estar em maus lençóis.
Fontes que preferem o sigilo chamam a atenção para fatos significativos que vão ganhando espaço no calendário de Minas Gerais a partir da inauguração de Irapé. O empreendimento foi inaugurado em janeiro de 2006 e teve o início de sua edificação marcado entre 2002 e 2003.
O projeto, segundo a fonte, “sem nenhum cuidado minimamente necessário”, começou ao tempo do ex-governador Eduardo Azeredo, teve continuidade com o governador que o sequenciou, Itamar Franco e em 2006, em meados deste ano foi inaugurado pelo então governador Aécio Neves.
Irapé deriva do topónimo Irarapé, vocábulo do tupi antigo que corresponde a Caminho das Iraras, respondendo também por Usina Presidente Juscelino Kubitscheck. A sua localização situa-se no Rio Jequitinhonha, coordenadas 16°44’15″S, 42°34’30”, e pertence à Cemig, de acordo com dados contidos na Internet. Operador: Companhia Energética de Minas Gerais. À sua altura é de 208 m – a terceira maior do mundo – com um reservatório em termos de área alagada de 137, 16 km2. Situa-se entre Grão Mogol e Berilo, no Estado de Minas Gerais, Brasil.
“A usina é vista como a maior esperança de desenvolvimento econômico e social da região do Vale do Jequitinhonha, considerada uma das regiões mais pobres do Brasil. Entre inúmeras empresas que participaram em colaboração ao Consórcio Construtor Irapé, destacam-se as empresas Voith Siemens, Bardella, Odebrecht, Andrade Gutierrez, Hochtief, Holcim e Transmun”.
Terremotos
De acordo com a minha fonte, “foi a partir da inauguração da Usina de Irapé que começaram a ter lugar a sequência de abalos sísmicos na região que se situa a menos de mil quilômetros da foz do Jequitinhonha, com o fenômeno ocorrendo no Oceano Atlântico”.
A mesma pessoa diz que “a acomodação do terreno no subsolo tem a ver com a sequência de tremores, interligando-se com outras camadas do solo mineiro idênticas às que estão situadas na região da famosa Gruta de Maquiné, pesquisada durante anos pelo doutor Peter Lund, a partir de informações obtidas de um conterrâneo dele, um desenhista que residia na cidade de Curvelo, centro norte de Minas Gerais”. Disse ainda:
– Observa-se que os fenômenos parecem estar se deslocando com criterioso aumento de intensidade, principalmente na região e Sete Lagoas, região central do Estado de Minas Gerais, e pouco distante de Cordisburgo.
De acordo com as informações da mesma pessoa a estabilidade então existente em Sete Lagoas decorria do lençol freático então existe na região, “Porém o mesmo foi rebaixado em termos de 4,4 metros, dando início às frequentes movimentações sísmicas que geram intranquilidades, pois é sabido que os solos regionais são possuidores de idênticas formações. E a estabilidade foi quebrada”. Lembro-me que por ocasião da inauguração do Aeroporto de Confins, realizada pelo presidente da República de então, João Baptista de Figueiredo tal assunto chegou a ser ventilado na imprensa, porém o assunto, com o tempo, caiu na área do esquecimento geral.
Os laboratórios da UnB, de Brasília têm exercido um constante monitoramento regional de onde passaram a ocorrer sismos com frequência em Minas Gerais, Regiões que além do mais enfrentam outro tipo de problema: a literal transformação do cerrado em extensas plantações de eucaliptos. Assunto este já denunciado por mim em matéria já publicada no site Viomundo, de São Paulo, pela jornalista Conceição Lemes.
O Grande Sertão Veredas, mundialmente decantado pelo gênio literário de João Guimarães Rosa em doloroso silêncio, está indo embora, substituindo em seus sons naturais os ventos e o farfalhar das folhas dos eucaliptos. Afinal o eucalipto, uma árvore de raiz pivotante que pode descer até 18 metros em busca de água, em terreno semiárido obriga o sertão a deixar de exercer as suas funções. Desaparece igualmente uma rica flora e fauna.
Porém nada parece deter a sanha do governador de Minas Romeu Zema no sentido de transformar as montanhas mineiras em cratera lunar, ainda que em pleno redor da capital do Estado vá se acumulando a ocorrência de sismos. Porém a ganância de Zema só tem vetores de amplitude. Imagino que o mesmo fenômeno atinge as contas bancárias dele e de seus amigos. Tudo sob o hermético manto de silêncio por parte dos demais órgãos a compor a organização de Minas. Quem sobrevir assistirá ao vivo e a cores os resultados.

