O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), passou por exames médicos nesta quarta-feira após sofrer uma queda de pressão arterial. Ele foi atendido no Hospital Sírio-Libanês, em Brasília, e permanece “sob observação médica”.

A indisposição ocorreu poucos dias antes de sua aposentadoria oficial da Corte, marcada para sábado. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta quarta-feira o decreto que concede a aposentadoria antecipada ao magistrado, publicado em edição extra do Diário Oficial da União.

Barroso, de sessenta e sete anos, poderia permanecer no STF até 2033, quando completaria setenta e cinco anos, idade-limite para aposentadoria compulsória. No entanto, decidiu antecipar sua saída, afirmando que deseja “reduzir a exposição pública e se dedicar a projetos pessoais, como literatura e poesia”.

Agora sinto que é o momento de seguir outros rumos, ainda não definidos”, declarou em pronunciamento no plenário do Supremo.

A decisão foi anunciada logo após o fim de seu mandato como presidente do STF, encerrado em 29 de setembro, e ocorre em meio a um ambiente de tensão institucional e ataques a integrantes da Corte. Barroso também está entre os ministros brasileiros que foram alvo de sanções impostas pelo governo dos Estados Unidos, incluindo “a revogação de seu visto norte-americano”.

Com a aposentadoria de Barroso, caberá ao presidente Lula indicar um novo nome para o Supremo. Nos bastidores, “o advogado-geral da União, Jorge Messias, é o favorito”, embora parte dos ministros da Corte manifeste “preferência pelo senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG)”.

Foto: Gustavo Moreno/STF


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