O ministro Alexandre de Moraes autorizou que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e a filha mais nova do ex-presidente Jair Bolsonaro, de 15 anos, realizem uma visita ao ex-mandatário nesta quinta-feira, na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. A decisão também libera o acesso do vereador Carlos Bolsonaro, permitindo que ele visite o pai no mesmo dia. Segundo a autorização, o encontro poderá durar até 30 minutos, dentro do horário reservado exclusivamente às visitas familiares, e a adolescente deverá permanecer acompanhada da mãe durante todo o período. O ministro rejeitou os demais pedidos apresentados ao Supremo Tribunal Federal e manteve a regra que restringe as visitas apenas a familiares, médicos e advogados.

Bolsonaro está preso preventivamente desde o último dia 22, decisão tomada por Moraes após apontar risco de fuga e violação da tornozeleira eletrônica. Na semana passada, o ministro determinou o trânsito em julgado da ação penal relacionada à trama golpista e ordenou que o ex-presidente iniciasse imediatamente o cumprimento da pena no prédio da Polícia Federal. Bolsonaro cumpre agora 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e outros quatro crimes, permanecendo sob vigilância constante.

Durante a semana anterior, ele recebeu visitas de Michelle, de Carlos, do senador Flávio Bolsonaro e do vereador Jair Renan, filho que esteve com o ex-presidente logo após a confirmação da condenação. Renan relatou que o pai estava abatido e enfrentando crises persistentes de soluço. Segundo ele, “meu pai está muito mal. Ele teve crises de soluço a noite toda. Encontrei com ele durante 30 minutos e ele estava com crise de soluço. É muito triste o que está acontecendo”, afirmou, descrevendo o estado físico e emocional do ex-mandatário.

Desde a prisão, a rotina de visitas da família segue protocolos rígidos, incluindo a proibição de celulares, revista minuciosa e limitação de tempo dentro das dependências da Polícia Federal. Apesar das restrições, familiares têm buscado manter presença constante para acompanhar de perto as condições de Bolsonaro durante o período de detenção.

Foto: Cristiano Mariz


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