O ministro Alexandre de Moraes, vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), abriu a sessão de julgamentos desta quinta-feira prestando elogios à recondução de Paulo Gonet ao comando da Procuradoria-Geral da República (PGR) por mais dois anos. Em sua fala, Moraes destacou o papel decisivo do procurador-geral na proteção do Estado Democrático de Direito, no fortalecimento das instituições e no enfrentamento às organizações criminosas.

Segundo Moraes, “a recondução engrandece não apenas o Ministério Público e a Justiça, mas toda a sociedade brasileira, que continuará a contar, na chefia dessa importantíssima instituição, com um brilhante jurista e um trabalho incansável no fortalecimento da democracia, do Estado Democrático de Direito, no aperfeiçoamento dos controles institucionais, no combate à corrupção e ao crime organizado”. O ministro ressaltou que a atuação de Gonet demonstra firmeza e compromisso com a Constituição, especialmente em momentos de intensa pressão institucional.

Moraes também lembrou o período em que Gonet exerceu o cargo de vice-procurador-eleitoral em 2023, antes de ser escolhido para comandar a PGR pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele afirmou que o procurador-geral “sempre honrou com dignidade e competência a instituição, a Justiça e a sociedade brasileira, inclusive com relevantíssimas atuações no Supremo Tribunal Federal e no Tribunal Superior Eleitoral”.

A recondução de Gonet foi aprovada pelo Senado em votação apertada na quarta-feira, garantindo-lhe mandato até 2027. À frente da PGR, o procurador-geral foi responsável, entre outras ações, pela denúncia que levou o ex-presidente Jair Bolsonaro a se tornar réu por participação em uma trama golpista após as eleições de 2022.

Durante a sessão, Gonet agradeceu as palavras de Moraes e retribuiu os elogios aos integrantes da Corte. Para ele, “o Brasil tem motivo de orgulho, porque todos aqui são ministros empenhados, talentosos, inteligentes, vocacionados para o Direito e fiéis aos propósitos democráticos da Constituição, motivo de orgulho para toda a nacionalidade”.

O procurador-geral ressaltou ainda o papel central do STF na preservação institucional. Segundo Gonet, “a maior recompensa que eu posso ter, em relação aos ônus do cargo, é a satisfação de ver a justiça, a defesa do Estado Democrático de Direito e o combate aos desvios da vida em torno do bem comum, tarefas que o tribunal assume para si”.

Foto: Antônio Augusto/STF


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