O Brasil perdeu nesta sexta-feira o  compositor e cantor Ruy Maurity. Fluminense de Paraíba do Sul, ele cantou a natureza do Brasil, além de ter emprestado a voz a novelas da época, como “Dona Xepa” (Globo), popular folhetim  no ano de 1977, dirigido por Gilberto Braga.

Maurity sofreu duas paradas cardíacas na madrugada desta sexta-feira, 1, no Rio de Janeiro, onde morava.

São dele faixas como “Marcas do Que Se Foi” (a música foi encomendada a ele, Tavito e Paulo Sérgio Valle, para o repertório do grupo Os Incríveis) e “Nem Ouro Nem Prata” (parceria com José Jorge), além canção mais conhecida, “Serafim e Seus Filhos”. “Marcas do Que Se Foi” acabou se tornando uma música-marco da virada de ano,no Brasil.

Ruy Maurity era irmão do pianista Antonio Adolfo e tio da cantora Carol Saboya, que escreveu: “Nessa madrugada, meu tio Ruy Maurity nos deixou. Uma pessoa muito amorosa, um compositor incrivel! Vai fazer muita falta!!”.

Antonio Adolfo, por seu turno, postou: “Uma notícia muito triste: meu querido irmão e grande compositor Ruy Maurity foi embora para sempre essa noite. Ficará sua obra lindíssima e as lembranças da maravilhosa pessoa que sempre foi. Fique em Paz. Você sempre mereceu o nosso amor!
VIVA RUY MAURITY!!!!”.

O crítico musical Mauro Ferreira pontuou que a música “Nem Ouro Nem Prata”, de 1976, vez um ponto de umbanda reverberar “além dos terreiros, em todo o Brasil”. “Eu vi chover, eu vi relampiar / Mas mesmo assim o céu estava azul / Samaborê pemba, folha de Jurema / Oxossi reina de norte a sul”.

Outra música bastante conhecida de seu repertório foi “Bananeira Mangará” . Nascido em 1948, Maurity estreou com a faixa “Dia Cinco”, sucesso deviado à expressão popular do Festival Universitário do Rio de Janeiro, em 1970. Sua mãe foi uma violinista pioneira, uma das primeiras do Rio.

Embora estivesse um pouco afastado da mídia, Maurity era atuante nas redes sociais.

O velório acontece a partir das 11h deste sábado, no Memorial do Carmo do Caju. A cremação se dará às 14h.