A correria do dia a dia, tem feito com cada vez mais as familias optem por comprar alimentos mais praticos, prontos, como salgadinho, hambúrguer, pizza, biscoito recheado… tem muita criança e muito adulto que não abrem mão dessas e tantas outras guloseimas no dia a dia.
Em poucos minutos eles ficam prontos. “As pessoas optam por seguir um estilo de vida que as vezes seja mais fácil para elas, e por isso buscam por alimentos industrializados”, pontua a médica nutróloga Patricia Lorêdo.
Os perigos dessa rotina alimentar para a saúde valem pra qualquer faixa etária. “Hoje, a gente tem um índice de obesidade infantil e adulta muito alto”, afirma a nutróloga. Informação que é comprovada pelos dados do Ministério da Saúde.
Segundo levantamento do órgão, só em 2020, das crianças acompanhadas na Atenção Primária à Saúde (APS) do Sistema Único de Saúde (SUS), 15,9% dos menores de 5 anos e 31,7% das crianças entre 5 e 9 anos tinham excesso de peso. Dessas, 7,4% e 15,8%, respectivamente, apresentavam obesidade, segundo o Índice de Massa Corpórea (IMC) para a idade.
Considerando todas as crianças brasileiras menores de 10 anos, estima-se que cerca de 6,4 milhões tenham excesso de peso e 3,1 milhões tenham obesidade.
“Além disso, algumas crianças têm bloqueios alimentares”, completa a médica.
O projeto nasce em São Paulo diante da demanda de se aprender a comer bem e cedo, o Mini Chef Aprendiz, chega a Belo Horizonte. Novas turmas estão previstas para começar no dia 23 de abril, e tem como público-alvo crianças de 5 a 15 anos.
“A ideia do curso nasceu com o objetivo de dar às crianças a oportunidade de ter um contato mais de perto com os alimentos, principalmente os mais saudáveis, como legumes e frutas, e fazer com que elas consigam produzir alimentos com esses produtos”, explica Patricia, que coordena da unidade do projeto na capital mineira.
Praticando
“Em todas as aulas, as crianças vão preparar uma receita e poderão experimentar aquilo que foi produzido por elas”, completa a nutróloga. Nas 16 aulas, os participantes vão ter uma experiência que vai além de apenas aprender a preparar o próprio alimento.
“Na primeira parte do projeto ensinamos como pegar numa faca, utilizar um forno…”, exemplifica. Segurança na cozinha, aliás, é um ponto que a nutróloga faz questão de ressaltar, tanto durante o curso como no dia a dia. “Esse é o ponto que a gente mais aborda.
As crianças precisam da segurança na cozinha, porque o nosso objetivo é fazer com que elas tenham esse contato maior com a alimentação, que elas consigam produzir o alimento, fazer com que aquele alimento se transforme em algo mais palatável”, afirma.
“No curso tem a chef de cozinha, que fica olhando como a gente está fazendo. Quando tem dúvida, a gente pode chamar ela pra explicar o que não entendeu”, conta Lucas Lorêdo Tofani, de 11 anos, aluno Mini Chef Aprendiz.
Patricia destaca que, no dia a dia, é importante que pais ou responsáveis também acompanhem as crianças nos preparos.
“Em casa, em alguns momentos, a gente vai precisar do papai, da mamãe, ou de alguém que esteja ali para poder ajudar a criança naquele processo. E sempre deixar que elas tenham autonomia de produzir esse alimento, para que isso possa passar a ser uma rotina para eles”, frisa a nutróloga.
O comportamento na hora de comprar
A médica nutróloga Patricia Lorêdo afirma: “A alimentação saudável não é um tabu”. “O contato com alimentos como frutas e verduras e a produção de receitas com esses produtos é muito mais fácil do que muita gente imagina”, explica a coordenadora da unidade de BH do Mini Chef Aprendiz.
No caso das crianças, segundo ela, são os próprios adultos que acabam repassando o conceito de estilo de alimentação “mais fácil e prático”. Por isso a ideia de ensinar a importância de consumir produtos saudáveis para um público de 5 a 15 anos, que acabam replicando a ideia em casa.
“Com a ajuda do curso, temos conseguido uma queda de tabu e, ao mesmo tempo, atingir todo o complexo familiar, porque a gente leva esse conceito de alimentação saudável para dentro das casas. Ou seja, através das crianças as famílias passam a ter essa dinâmica de alimentação saudável”, comenta.
Patricia alerta para a importância de se buscar a orientação de um profissional da saúde nesse processo de mudança alimentar, “principalmente se a pessoa já tem alguma patologia ou algum outro problema de saúde”.
Mas se isso não for a questão, segundo a nutróloga, um passo importante nesse processo começa no supermercado. “A gente tem que começar a olhar as prateleiras de uma forma diferente; olhar para o outro lado da prateleira, que às vezes não é um lado que a gente olha tanto, que é o lado dos alimentos saudáveis e naturais”, diz a nutróloga.
“E substituir algumas coisas que costumava levar no carrinho, pegar algumas dicas de receitas com alimentos mais saudáveis”, pontua. Outra dica sugerida pela médica é deixar é alimentos prontos ou semi-prontos na geladeira: “No dia seguinte aquilo já está de fácil acesso”.
“Começa por aí esse start para uma alimentação saudável, tanto das crianças (que é uma coisa que a gente quer que venha desde cedo), como dos adultos, que tem essa ideia de uma saúde plena e de longevidade; e essa busca por uma alimentação saudável é sempre o primeiro passo para isso”, garante a profissional.
Curso Mini Chef Aprendiz
Informações: pelo número (31) 97358-2022 (WhatsApp) e também pelo perfil do curso no Instagram (@projetominichefaprendiz)

