O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, afirmou nesta terça-feira que ainda não pode garantir a leitura da proposta de emenda à Constituição que prevê o fim da escala seis por um durante reunião da comissão especial marcada para esta quarta-feira. Segundo ele, a definição depende de conversa com o relator da matéria, o deputado Leo Prates, responsável pelo parecer sobre a proposta.
As declarações foram dadas após reunião do colégio de líderes partidários na Câmara. Questionado sobre a previsão de leitura do texto, Hugo Motta afirmou que ainda não discutiu o tema diretamente com o relator e evitou confirmar a manutenção do cronograma inicialmente previsto no plano de trabalho da comissão especial.
Segundo o presidente da Câmara, um dos principais pontos ainda em debate envolve a possibilidade de criação de período de transição para implementação das novas regras trabalhistas previstas na PEC. De acordo com Motta, a intenção é construir entendimento com o governo federal e buscar consenso sobre a redação final do texto antes da apresentação oficial do relatório.
O parlamentar também explicou que reuniões previstas com o relator acabaram adiadas devido a compromissos institucionais ocorridos nos últimos dias em Brasília. Entre os eventos citados estão atividades relacionadas à Marcha dos Prefeitos e a posse do deputado Odair Cunha no Tribunal de Contas da União, prevista para esta quarta-feira.
Apesar das indefinições, Hugo Motta afirmou que mantém a expectativa de votar a proposta no plenário da Câmara na próxima semana. Segundo ele, não existe acordo prévio para tramitação acelerada no Senado Federal, mas avaliou que a pauta possui amplo interesse popular e deverá receber prioridade após eventual aprovação pelos deputados.
A proposta que altera a escala seis por um vem mobilizando debates entre centrais sindicais, empresários e parlamentares nas últimas semanas. Defensores da medida argumentam que a mudança poderá melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores brasileiros, enquanto setores empresariais demonstram preocupação com impactos econômicos e custos adicionais para diferentes atividades produtivas no país.
Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

