O presidente Lula (PT) falou que “o povo” vai estar “sempre exigindo mais” do governo ao cobrar a ministra da Saúde, Nísia Trindade, para que os serviços anunciados no Palácio do Planalto tenham efeito na população.

Na live semanal, Lula voltou a criticar a demora nos atendimentos especializados da rede pública. “O povo pobre fica nove meses com a receita em casa e não consegue passar [na consulta] porque não tem [médico]”, cobrou o presidente.

Ele defendeu a criação de um convênio para agilizar a fila a fila do SUS. “A pessoa vai onde quiser, não precisa ficar esperando 10, 11 meses porque às vezes a morte chega primeiro que a cura”.

“A saúde está no dia a dia do povo. Por mais que a gente fizer, por mais que a gente contratar médico, criar programa, o povo vai estar sempre exigindo e precisando de mais porque tem muitas inovações e revoluções científicas. Precisa modernizar o atendimento”, disse Lula, no “Conversa com o Presidente”.

Combate às fake news na saúde

O presidente defendeu ainda a criminalização de quem dissemina notícias falsas sobre sobre vacinas. “Precisamos responsabilizar quem propaga fake news contra vacinas”, disse.

Em resposta, a ministra disse que era preciso investigar “fake news” disseminadas por comissões no Congresso. Sem citar nomes, a declaração pode ser uma recado para a Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados, presidida por Bia Kicis (PL-DF).

“Movimentos antivacinas existem no mundo há anos, mas agora nós temos uma estratégia deliberada de usar falsas informações científicas. O que nós vimos, e isso é uma coisa para entristecer, são lives promovidas por uma comissão dentro da Câmara Federal, a Comissão de Fiscalização, em que médicos falam que a vacina pode causar mortes. Tudo fake news, sem base científica”, afirmou Nísia Trindade, ministra da Saúde.


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