A Prefeitura de Ouro Preto dará início a uma nova etapa na assistência especializada à saúde com a realização das primeiras cirurgias bariátricas pelo Sistema Único de Saúde no município. Nove pacientes que são acompanhados pelo Ambulatório de Obesidade e Síndrome Metabólica já estão em fase de exames e avaliações finais para a realização dos procedimentos, que ocorrerão na Santa Casa de Ouro Preto.
A iniciativa representa um avanço importante na ampliação do atendimento a pessoas que enfrentam a obesidade e suas complicações. O ambulatório foi criado há um ano com a proposta de oferecer acompanhamento contínuo e multidisciplinar, garantindo assistência desde a triagem até o tratamento especializado. A estrutura reúne profissionais de diferentes áreas para acompanhar cada paciente de forma individualizada, promovendo cuidados voltados à melhoria da saúde e da qualidade de vida.
O prefeito Ângelo Oswaldo destacou a relevância da medida para a população atendida pelo SUS. Segundo ele, a implantação do ambulatório permitiu oferecer mais segurança e acolhimento às pessoas que convivem com a obesidade, possibilitando que muitas delas alcancem melhores condições de saúde e bem-estar.
Desde sua inauguração, o Ambulatório de Obesidade e Síndrome Metabólica já realizou atendimento a novecentas e cinquenta pessoas. A maior parte dos usuários atendidos é composta por mulheres. Atualmente, cerca de quatrocentos pacientes permanecem em acompanhamento contínuo, enquanto outros receberam alta após atingirem os objetivos definidos pelos profissionais de saúde ou por não se enquadrarem nos critérios específicos do programa, sendo direcionados para acompanhamento nas unidades básicas de saúde.
Ao longo desse período, também foram realizadas aproximadamente mil e duzentas consultas especializadas com endocrinologistas e nutricionistas. O trabalho busca enfrentar uma condição considerada um dos principais desafios da saúde pública, devido à sua relação com doenças cardiovasculares, diabetes tipo dois, alterações metabólicas e outras enfermidades crônicas.
De acordo com a enfermeira Taciana de Oliveira, o ambulatório representa uma mudança na forma de atendimento, substituindo encaminhamentos isolados por um modelo de cuidado integral, humanizado e baseado em evidências científicas. Segundo ela, o paciente passa a ocupar posição central no processo terapêutico, recebendo acompanhamento mais qualificado e eficaz em todas as etapas do tratamento.
Foto: Neno Vianna

