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O Partido Novo está rachado na escolha do vice na chapa do governador Romeu Zema (Novo) nas eleições. Há um grupo que defende a indicação do deputado federal Marcelo Aro (PP) para o posto. Outra ala do Novo quer uma solução caseira com a escolha do ex-secretário geral de Estado, Mateus Simões (Novo).

No Novo, o principal defensor de Aro é o secretário de Governo, Igor Eto, que é o responsável por coordenar as alianças políticas do governador. Além dele, integrantes do partido que fazem parte do empresariado mineiro também preferem que o deputado federal seja o vice.

Já a outra ala do Novo defende que Mateus Simões seja o escolhido para o posto. O ex-secretário é visto como alguém confiável e defensor das ideias do partido. Além disso, ele é considerado um nome natural para suceder Zema nas eleições de 2026, quando o governador não poderá mais se candidatar para o cargo caso seja reeleito.

Há resistência dentro do Novo em entregar um cargo considerado estratégico a outra legenda, no caso o PP. Um dos exemplos citados é o que aconteceu na relação com o presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), Agostinho Patrus (PSD).

Após o 1º turno das eleições de 2018, Agostinho foi o primeiro a declarar apoio a Zema, por meio de seu partido à época, o PV. Porém, após se tornar presidente do Legislativo, ele gradativamente passou a atuar como oposição ao governador, dificultando a tramitação e a aprovação de projetos de interesse do governo na ALMG. Ao final, Agostinho se aliou com o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, principal adversário de Zema nas eleições.

Procurado, Marcelo Aro afirmou que estará ao lado do governador nas próximas eleições independente da escolha que Zema fizer. “Também posso afirmar que tenho certeza que o governador sabe da minha lealdade e compromisso com ele. E por fim, posso dizer que tenho um carinho gigantesco pelo Mateus e acho ele um dos melhores quadros que tem hoje na política mineira”, afirmou ele ao Aparte. Aro tem o apoio de partidos da base aliada como Podemos, Solidariedade, Agir, PMN, entre outros.

Já Mateus Simões afirmou que há meses tem repetido que o PP é o maior partido já confirmado na coligação e que Marcelo Aro deveria compor a chapa majoritária. “A vaga do Senado já está nas conversas há meses, mas a decisão sobre o vice compete ao Novo, nacional e estadual. É normal que haja divergências sobre o nome que seguirá com o governador”, disse ele.

“Da minha parte, como não sou personalista, nunca atuei ou agi fora da defesa do Novo e seus valores, fico tranquilo com qualquer decisão que seja tomada e qualquer nome que seja escolhido pelo partido”, continuou. Segundo Mateus Simões, ele trabalhará para a reeleição de Zema independente do cenário na chapa.

O nome do deputado federal Bilac Pinto (União Brasil) chegou a ser cogitado, inclusive publicamente por Zema, mas já era dado como carta fora do baralho há algumas semanas. Nesta segunda-feira (13), o União Brasil anunciou que vai apoiar Kalil.

“Há três meses, o deputado Bilac Pinto, que preside o União Brasil em Minas, foi convidado e depois ‘desconvidado’ para ser vice do Zema”, disse nas redes sociais o ex-secretário de Cultura do governo Zema, Marcelo Matte.

 


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