O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue liderando as intenções de voto para a eleição presidencial de 2026, conforme a mais recente pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira (28). Apesar disso, os dados indicam que possíveis adversários da direita estão reduzindo a distância em relação ao petista, num cenário em que a desaprovação ao governo federal atinge níveis expressivos.
O principal adversário de Lula segue sendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), apesar de estar inelegível por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e responder a processos por suposta tentativa de golpe após as eleições de 2022. Num eventual segundo turno entre os dois, Lula aparece com 44% das intenções de voto, contra 40% de Bolsonaro — um empate técnico, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também apresenta crescimento. Ele aparece com 37% em confronto direto com Lula, que registra 43%. Em janeiro, Tarcísio marcava 34%, o que indica um avanço de três pontos percentuais. Lula, por sua vez, manteve a mesma pontuação no mesmo período.
Outros nomes da direita também ampliaram sua competitividade. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), subiu de 26% para 30% na simulação de disputa direta com Lula, que oscilou de 45% para 44%. Já o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), cresceu de 28% para 31%, enquanto Lula recuou de 45% para 43% nesse cenário.
O petista ainda lidera nas simulações contra outros nomes como a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), e o ex-coach Pablo Marçal (PRTB).
Mesmo mantendo a dianteira, os números apontam que Lula não é imune ao desgaste político. A desaprovação de seu governo aumentou, refletindo na rejeição pessoal: 55% dos entrevistados afirmam que não votariam nele em hipótese alguma. Em janeiro, esse percentual era de 49%; em dezembro, 45%. Esse avanço negativo na avaliação coincide com a piora nos índices de aprovação do governo federal.
A idade do presidente também influencia a percepção do eleitorado. Quando questionados se Lula deveria disputar um novo mandato aos 81 anos, 62% disseram que não, enquanto apenas 35% responderam que sim. Em dezembro de 2023, 52% eram contrários à reeleição do petista, enquanto 45% apoiavam a ideia de um quarto mandato.
Caso Bolsonaro permaneça inelegível, a preferência entre os eleitores da direita se divide. Tarcísio de Freitas lidera numericamente com 15% das menções, seguido de perto por Michelle Bolsonaro, com 14%, e por Pablo Marçal, com 11%. Ratinho Júnior (9%), Eduardo Bolsonaro, Romeu Zema e Ronaldo Caiado (todos com 4%), além de Eduardo Leite (PSDB, com 3%), também foram citados.
Entre os que votaram em Bolsonaro em 2022, Michelle Bolsonaro tem a preferência de 26%, enquanto Tarcísio aparece com 24%.
O levantamento evidencia que o Brasil permanece politicamente dividido. Segundo a pesquisa, 33% dos eleitores se identificam como bolsonaristas ou de direita, 31% se dizem petistas ou de esquerda, e 33% afirmam não ter um posicionamento político definido. A polarização também se reflete no medo de cada grupo: 44% têm mais receio de uma possível volta de Bolsonaro ao Planalto, enquanto 41% temem um novo mandato de Lula.
A pesquisa Genial/Quaest foi realizada com 2.004 eleitores em entrevistas presenciais entre os dias 27 e 31 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais e o índice de confiança é de 95%.
Foto: Ricardo Stuckert / PR

