Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira mostra que 60% dos brasileiros consideram positivo para o país o encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A reunião ocorreu na semana passada, na Casa Branca, após tensões diplomáticas envolvendo tarifas comerciais e sanções aplicadas contra autoridades brasileiras.
Segundo o levantamento, 18% dos entrevistados avaliaram que o encontro foi ruim para o Brasil. Outros entrevistados não souberam responder ou mantiveram posição neutra sobre a reunião entre os dois líderes.
Ministros brasileiros que participaram do encontro afirmaram que a conversa teve clima mais próximo e descontraído em relação às reuniões anteriores realizadas entre Lula e Trump. O encontro durou pouco mais de 3 horas e incluiu discussões sobre comércio internacional, segurança pública, cooperação econômica e minerais estratégicos.
A percepção positiva foi maior entre eleitores alinhados ao presidente Lula e setores identificados com a esquerda. Entre os chamados lulistas, 72% consideraram o encontro favorável ao Brasil. Entre eleitores de esquerda não ligados diretamente ao PT, o índice chegou a 76%.
Entre os eleitores independentes, 56% avaliaram a reunião de maneira positiva. Já entre os eleitores de direita, 53% afirmaram que o encontro foi bom para o país. No grupo identificado como bolsonarista, 41% consideraram positiva a reunião, enquanto 38% avaliaram negativamente e 13% disseram não enxergar impacto relevante.
A pesquisa também apontou melhora na percepção política sobre Lula após o encontro internacional. Para 43% dos entrevistados, o presidente brasileiro saiu politicamente mais forte da reunião com Trump. Outros 26% afirmaram que Lula saiu enfraquecido, enquanto 13% disseram que não houve alteração política.
Outro dado do levantamento mostra crescimento da parcela da população que defende maior aproximação diplomática do Brasil com os Estados Unidos. Em abril, 43% afirmavam que Lula deveria manter alinhamento com os americanos. Agora, esse percentual subiu para 56%.
A pesquisa ouviu 2.004 pessoas entre os dias 8 e 11 de maio. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com índice de confiança de 95%.
Foto: Ricardo Stuckert / PR

