A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou contra o pedido de liberdade apresentado pela defesa do ex-ministro Walter Braga Netto, preso desde dezembro de 2024. Ele está detido há cinco meses por suspeita de tentar acessar informações da delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid e por suposto envolvimento no financiamento de militares ligados a um plano para sequestrar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Para o procurador-geral da República, Paulo Gonet, há razões concretas para manter a prisão preventiva. Segundo ele, os delitos atribuídos ao ex-ministro são graves e apresentam riscos de reiteração e interferência nas investigações.

“No presente caso, a gravidade concreta dos delitos, a lesividade das condutas e os perigos de reiteração delitiva e de obstáculo à instrução criminal são motivos suficientes para justificar a manutenção da custódia cautelar, conforme prevê a legislação processual penal e a jurisprudência da Suprema Corte”, escreveu Gonet.

O procurador-geral afirmou ainda que a restrição da liberdade de Braga Netto é necessária, proporcional e não pode ser substituída por medidas alternativas. A Primeira Turma do STF aceitou a denúncia contra ele no dia 25 de março, incluindo também o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

 

 


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