A direção do Partido Liberal estabeleceu um prazo de dois meses para que o empresário Flávio Roscoe percorra Minas Gerais, amplie sua visibilidade e demonstre viabilidade eleitoral para disputar o governo do estado. A decisão foi tomada após a filiação de Roscoe ao partido, oficializada na terça-feira (31), em Brasília.

Presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais, Roscoe surge como alternativa do PL em um cenário ainda indefinido. A movimentação ocorre em meio à preocupação da legenda com a formação de palanque no estado para o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República.

De acordo com integrantes do partido, Roscoe é considerado uma opção estratégica, mas não exclui a possibilidade de alianças. O PL avalia possíveis composições com nomes como o senador Cleitinho e o governador Mateus Simões, além de outras lideranças do campo da direita.

Durante reunião interna, dirigentes da sigla teriam solicitado que o empresário trabalhe sua pré-candidatura até o fim de maio, com o objetivo de permitir uma definição em junho. Segundo relatos, Roscoe demonstrou disposição para assumir o desafio e iniciar a construção de sua imagem junto ao eleitorado mineiro.

A avaliação dentro do partido é de que a filiação melhora a posição do PL no estado, especialmente caso as negociações com outros pré-candidatos não avancem. Em um cenário mais favorável, o empresário pode consolidar seu nome como alternativa competitiva.

O ambiente político em Minas Gerais permanece aberto, segundo dirigentes da legenda. Levantamentos internos indicam que cerca de setenta e cinco por cento do eleitorado ainda não definiu seu voto em pesquisas espontâneas, o que reforça a indefinição da disputa.

O quadro também representa desafio para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que busca convencer o senador Rodrigo Pacheco a concorrer ao governo estadual.

Parte dos eleitores ainda menciona o ex-governador Romeu Zema, que deixou o cargo recentemente e anunciou pré-candidatura à Presidência. O cenário reforça a disputa aberta e a necessidade de articulação política nos próximos meses.

Foto: Sebastião Jacinto Júnior


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