A Polícia Federal concluiu que Jair Bolsonaro e seu filho, o vereador Carlos Bolsonaro, integraram uma organização criminosa voltada à realização de ações ilegais de espionagem na Agência Brasileira de Inteligência (Abin). O objetivo seria monitorar adversários políticos e figuras consideradas contrárias aos interesses do núcleo que governava o país.

Essa constatação está no relatório final do inquérito que investiga o caso conhecido como “Abin Paralela”, concluído nesta semana. Cerca de 30 pessoas foram indiciadas, incluindo Carlos Bolsonaro. O sigilo do documento foi retirado nesta quarta-feira (19) por decisão do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).

Embora citado, Jair Bolsonaro não foi formalmente indiciado nesse inquérito específico, pois já responde por acusações semelhantes no processo que trata da tentativa de golpe de Estado, também sob relatoria de Moraes no STF.

De acordo com a PF, houve uso indevido da estrutura da Abin para monitorar críticos do governo, como parte de um “núcleo de propagação de desinformação”. A corporação afirma que as provas reunidas não deixam dúvidas sobre a existência dessa estrutura clandestina coordenada pelo ex-presidente e seu filho.

 

 

Foto: Renan Olaz/CMRJ