Ativistas que participavam das celebrações do Dia do Orgulho LGBTQIA+ afirmaram ter sido impedidos pela Polícia Legislativa da Câmara dos Deputados de estender uma bandeira do movimento no gramado em frente ao Congresso Nacional, em Brasília, neste domingo. O grupo pretendia realizar uma manifestação pacífica utilizando uma bandeira com as cores do arco-íris de aproximadamente cinquenta metros de comprimento, considerada um dos principais símbolos da comunidade LGBTQIA+.

Segundo os organizadores, cerca de vinte participantes chegaram ao local antes das dez horas da manhã e iniciaram o ato após abrir completamente a bandeira sobre o gramado. De acordo com o ativista Michel Platini, pouco depois da ação começaram a chegar viaturas da Polícia Legislativa, que determinaram a interrupção da manifestação.

Platini afirmou que os participantes permaneceram ajoelhados para demonstrar que não havia qualquer intenção de confronto. Segundo ele, os policiais foram informados de que a manifestação era pacífica e tinha como objetivo marcar o Dia do Orgulho LGBTQIA+, utilizando a bandeira como símbolo de resistência e de combate à violência enfrentada pela comunidade.

Ainda de acordo com o ativista, os agentes alegaram que não existia autorização para a realização do ato. Os organizadores contestam essa justificativa e afirmam que comunicaram previamente a manifestação às autoridades com mais de vinte e quatro horas de antecedência. Eles sustentam que o direito à manifestação pacífica está garantido pela Constituição Federal.

Michel Platini também criticou a atuação dos policiais, afirmando que o grupo pretende apresentar representação à Câmara dos Deputados para solicitar a apuração da conduta dos agentes. Segundo ele, a iniciativa será conduzida pelo Grupo Estruturação e pelo Centro Brasiliense de Defesa dos Direitos Humanos do Distrito Federal.

Outro participante, o designer Rafael Lira, declarou que os manifestantes ficaram assustados com a chegada das viaturas e com a abordagem policial. Segundo ele, o grupo pretendia apenas realizar uma manifestação pacífica em defesa da visibilidade e dos direitos da população LGBTQIA+.

Após tomar conhecimento do episódio, o deputado distrital Fábio Felix, presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Câmara Legislativa do Distrito Federal, informou que solicitará esclarecimentos sobre a atuação da Polícia Legislativa. Procurada para comentar o caso, a assessoria de comunicação da Câmara dos Deputados não havia se manifestado até o momento da publicação das informações.

Foto: Grupo Estruturação/Divulgação


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