“Se votar não volta!” E foi em alto e bom tom que servidores que lotaram as galerias da Assembleia Legislativa de Minas Gerais para resistir e pedir aos deputados e deputadas que votassem contra o Projeto de Lei 1.202/2019, do governo Zema, que prevê a adesão de Minas Gerais ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF).

A estratégia de união das entidades que representam o funcionalismo, construída pela Frente em Defesa dos Serviços Públicos, aliada ao trabalho de obstrução do Bloco de Oposição Democracia e Luta, deu certo. O Projeto foi pautado nas sessões da manhã e tarde desta quinta-feira (7) mas, por falta de quórum, não foi votado.

O presidente da Assembleia, deputado estadual Tadeu Leite, desconvocou a reunião extraordinária da noite de hoje e fez a convocação para sessões de segunda-feira (11/12/23), às 10h, 14h e 18h, quando o projeto volta ao plenário da Casa.

A coordenadora-geral do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), Denise Romano, destaca a importância da união dos servidores e servidoras públicas, a mobilização feita pelos trabalhadores e trabalhadoras da educação, que há cerca de 40 dias têm feito vigílias e participado dos atos e mobilizações contra o RRF.

“Dia vitorioso e com a marca da Frente, dos sindicatos e do Bloco de Oposição na ALMG. Estamos todos de parabéns, pois conseguimos parar o governo e impedir a votação e aprovação do RRF na Assembleia”, disse Denise Romano.

O Regime de Recuperação Fiscal traz, entre outros impactos negativos, o congelamento salarial por 9 anos, a proibição de concursos públicos e privatização de empresas estatais tais como Cemig, Copasa e Gasmig.

Foto Ag.EficazPress


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