Por Marco Aurelio Carone
O caso da Fundação BDMG de Seguridade Social – Desban, poderá ser apenas uma pequena mostra do prejuízo que Zema I – Fundo de Investimento em Direitos Creditórios, tenha dado ao mercado, pois conforme seu Regulamento, o valor capitado pelo mesmo foi de R$255 milhões.

Se o valor pago no resgate das cotas aos demais cotistas for o mesmo pago a Fundação BDMG de Seguridade Social – Desban, ou seja, 8,6% do valor da aquisição, o prejuízo causado terá sido de R$ 236,660 milhões.
O Novojornal após a publicação da matéria, Previdência do BDMG teve prejuízo milionário com o Fundo Zema, recebeu do grupo Zema nota explicativa, que ao analisá-la o especialista que assessorou o Novojornal, informou: “o grupo tenta confundir ao apresentar os valores do rendimento previsto no contrato, com o valor da cota na ocasião do resgate. Duas coisas totalmente diferentes”.
Em função do prejuízo causado na Fundação BDMG de Seguridade Social – Desban, pelo Fundo Zema por consequência aos contribuintes/beneficiários da fundação previdenciária dos funcionários do BDMG, causou enorme revolta destes e atendendo suas solicitações o Deputado Federal Rogerio Correia (PT), questionou a operação juto a Superintendência Nacional de Previdência Complementar – PREVIC, entidade nacional fiscalizadora do setor.
O objetivo principal a ser apurado é: “Qual o impacto do eventual prejuízo na sustentabilidade do Plano? Implicaria comprometimento da contribuição dos assistidos de forma a exigir complementação de imediato ou projetada? Em que montante?”
E se: “Outras fundações privadas de previdência complementar aplicaram no mesmo fundo de investimento?”
O mesmo especialista afirmou: “O arranjo adotado pela Eletrozema, em utilizar-se de um Fundo de Investimento Creditório é uma prática desleal e abusiva, que infelizmente não vem merecendo da CVM a necessária fiscalização e punição dos que a prática. Na verdade, o que ocorreu foi que a Eletrozema, transferiu para terceiros, no caso específico a Fundação BDMG de Seguridade Social – Desban, o prejuízo que teria em função da carteira de seus compradores inadimplente”.
O mais grave é o fato da Fundação BDMG de Seguridade Social – Desban, ter comprado cotas que não tinham qualquer garantia conforme consta do Regulamento do Zema I – Fundo de Investimento em Direitos Creditórios.



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