Marco Aurélio Carone

Você já pensou no que pode acontecer com a Cemig e a Copasa? Pois é, em 2025, essas duas empresas estão no centro de um debate que promete sacudir Minas Gerais. Lá na Assembleia Legislativa (ALMG), o tema não sai da pauta: privatizar ou federalizar as estatais? De um lado, o governador Romeu Zema aposta na privatização como solução para as contas públicas. Do outro, a oposição e alguns setores da sociedade defendem a federalização como uma saída mais justa. E quem está no meio de tudo isso? Nós, que dependemos diretamente dos serviços essenciais dessas empresas.

Vamos falar primeiro sobre a privatização. O governador Zema acredita que vender a Cemig e a Copasa é a chave para equilibrar o caixa do estado e atrair investimentos. Faz sentido, não é? Mas a ideia não é unanimidade, nem de longe. Os movimentos sociais, os sindicatos e, claro, a oposição têm levantado sérias dúvidas sobre isso. Só para dar um exemplo, o deputado Leleco Pimentel, do PT, conseguiu aprovar um requerimento na Comissão de Participação Popular para debater os impactos da privatização. O alerta está dado: será que privatizar não significa desmontar setores essenciais como energia e saneamento?

E quando a gente acha que o debate já está pegando fogo, surge outra proposta para mudar tudo. O deputado Professor Cleiton, do PV, colocou na mesa a ideia de federalizar as estatais. E o que isso significa? Em resumo, seria transferir a gestão da Cemig, Copasa e Codemig para o governo federal, em troca de abater uma parte considerável da dívida gigantesca do estado – que, diga-se de passagem, já passou de R$ 160 bilhões. Parece interessante, não acha? Cleiton argumenta que a federalização, ainda mais com o novo regime fiscal aprovado no Congresso, pode ser uma saída mais eficiente e menos radical do que a privatização.

Mas não se engane, não é tão simples assim. Especialistas já deixaram claro que federalizar exige planejamento. Afinal, ninguém quer ver as tarifas subindo ou a qualidade dos serviços caindo, certo? Por isso, sindicatos como o Sindieletro-MG e o Sindágua estão com o radar ligado. Eles defendem que, se a federalização for mesmo o caminho, ela precisa fazer parte de uma estratégia sólida e bem estruturada. Nada de soluções improvisadas!

E o mercado financeiro, como está reagindo? Bom, de forma cautelosa. Existe um certo otimismo, porque a federalização pode trazer mais estabilidade para a gestão das empresas. Mas também há preocupações, especialmente sobre a transparência no processo. E, como se não bastasse, Cleiton afirma que a PEC que ele apresentou é essencial para que o estado consiga realmente abater a dívida de maneira significativa. Sem ela, a Codemig, por exemplo, não teria o impacto financeiro esperado.

Enquanto isso, o governador Zema não recua um centímetro no plano de privatização. Mas é claro que ele enfrenta resistências. Você sabia que Zema enviou os projetos de privatização à ALMG sem consultar o presidente da Casa, Tadeu Leite? Pois é, isso só piorou o clima entre Executivo e Legislativo. E tem mais: a PEC 24/23, que tenta eliminar o referendo popular para as privatizações, perdeu força. Afinal, muita gente defende que a população precisa ser ouvida antes de uma decisão tão importante.

E agora, o que esperar? Bem, o próximo capítulo dessa novela será a audiência pública aprovada pela Comissão de Participação Popular. Lá, especialistas, parlamentares e representantes da sociedade vão colocar seus argumentos na mesa. As questões são muitas: as tarifas vão subir? Os serviços vão piorar? Privatizar ou federalizar é mesmo a melhor saída? Essas são dúvidas que afetam diretamente a vida de todos os mineiros, e ninguém quer ficar no escuro – literalmente.

O que sabemos até agora é que o futuro da Cemig, Copasa e outras estatais ainda está longe de ser decidido. A privatização, embora seja o caminho defendido pelo governo, encontra resistência crescente. Já a federalização, mesmo sendo vista como uma alternativa mais equilibrada, também enfrenta desafios. O que parece certo é que 2025 será um ano de debates intensos na ALMG. E sabe o que é mais importante? Que a gente, como cidadãos, acompanhe tudo isso de perto.

Então, o que você acha? Privatizar, federalizar ou deixar tudo como está? Ainda há muita coisa para ser discutida, e você pode ter certeza de que esse tema ainda vai dar o que falar. Afinal, estamos falando de energia e água – dois pilares básicos para a nossa vida. Fique atento, porque o debate está só começando!

Foto: Ricardo Barbosa