O Programa Agora Tem Especialistas realizará mais de 13 mil atendimentos em territórios indígenas durante o mês de junho, ampliando o acesso a consultas, exames e cirurgias especializadas em comunidades localizadas nos estados do Ceará, Pernambuco, Amapá e Pará. A iniciativa será executada pela Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS) e integra as ações do Ministério da Saúde voltadas à redução das desigualdades no acesso aos serviços especializados para os povos indígenas.
A programação contempla consultas médicas, exames diagnósticos, procedimentos especializados e cirurgias oftalmológicas em áraaeas como pediatria, ginecologia e obstetrícia, cardiologia, clínica médica, dermatologia, odontologia e cirurgia geral. As ações serão realizadas diretamente nos territórios indígenas, permitindo que as comunidades recebam atendimento sem a necessidade de longos deslocamentos para centros urbanos.
Segundo a secretária de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Lucinha Tremembé, a ampliação da assistência especializada representa um compromisso do Sistema Único de Saúde com a promoção da equidade. Ela destaca que a iniciativa aproxima os serviços de saúde das comunidades e fortalece a capacidade de atendimento da rede indígena.
Os mutirões contam com a parceria de instituições que possuem experiência em regiões remotas e no atendimento a populações tradicionais, entre elas o projeto Aldeia em Foco, a Associação Médicos da Floresta, o Hospital Israelita Albert Einstein e a organização não governamental Zoé. Desde o início da estratégia, em agosto de 2025, já foram promovidos 14 mutirões em diferentes regiões do país.
No território Xukuru do Ororubá, atendido pelo Distrito Sanitário Especial Indígena de Pernambuco, o mutirão de oftalmologia seguirá até o dia 20 de junho, alcançando mais de 30 aldeias. Nos dias 1º e 2 de julho, pacientes previamente cadastrados passarão por cirurgias de catarata e pterígio.
No Ceará, a ação beneficiará os polos-base Anacé, Potyrô Tapeba, Aquiraz e Maracanaú. Já no Amapá e no norte do Pará, a Casa de Saúde Indígena de Macapá concentrará atendimentos em especialidades como ginecologia, obstetrícia, pediatria, cardiologia, anestesiologia e ultrassonografia.
O território indígena Tumucumaque também receberá equipes multiprofissionais. Na Terra Indígena Zo’é, o atendimento ocorrerá nos dias 20 e 21 de junho, com oferta de consultas, exames de imagem e cirurgias. A ação contará ainda com um profissional fluente na língua Zo’é para garantir mediação cultural e facilitar a comunicação com a comunidade, respeitando as especificidades locais e fortalecendo a qualidade da assistência prestada
Foto: AgSUS/ Divulgação

