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A embaixadora dos Estados Unidos nas Nações Unidas, Linda Thomas-Greenfield, disse que “está claro que Putin tem um plano para destruir e aterrorizar a Ucrânia”, acrescentando que os EUA estão “preocupados com o fato de o mundo precisar estar preparado para um caminho muito longo e muito difícil à frente”.

“Se as últimas duas semanas nos mostraram alguma coisa, é que o povo ucraniano não vai desistir. E muitos russos, incluindo muitos soldados russos, não querem essa guerra”, disse Thomas-Greenfield em uma reunião do Conselho de Segurança da ONU nesta segunda-feira (7).

A embaixadora acrescentou que “Putin está claramente disposto a sacrificar a vida de milhares de soldados russos para alcançar suas ambições pessoais”.

“Estamos alertando Moscou há semanas que, no final, a Rússia será mais fraca, não mais forte, por lançar esta guerra. Isso já está se confirmando”, disse ela. “A questão é quanta devastação o presidente Putin está disposto a causar por esse enorme erro.”

Ataques contra civis e refugiados

Em seu pronunciamento, Thomas-Greenfield disse que os EUA estão “indignados com o aumento dos relatos de ataques de Moscou prejudicando civis ucranianos em sua guerra não provocada e injustificada contra o povo ucraniano”, e expressou crescente preocupação “com a proteção de civis neste conflito, particularmente mulheres e meninas vulneráveis à violência de gênero, ucranianos LGBTQI, bem como a população de idosos e pessoas com deficiência da Ucrânia”.

A embaixadora americana revelou que o representante polonês lhe disse que cem refugiados por minuto estão cruzando da Ucrânia para a Polônia.

“Também pedimos proteção e cuidado para todas as crianças vulneráveis, incluindo as separadas e desacompanhadas e aquelas em cuidados institucionais”, disse Thomas-Greenfield, acrescentando que “as crianças nunca, nunca devem se envolver em conflitos — ponto final”.

“Como a Unicef relatou, já sabemos que dezenas de crianças foram mortas na guerra de Putin. E enquanto trabalhamos para confirmar os casos, sabemos que os números reais são realmente muito maiores”, disse ela. “As crianças também foram gravemente traumatizadas pela violência e destruição. Eles testemunharam tantas coisas a ponto de pararem de falar. As feridas físicas e psicológicas desta guerra serão duradouras”.

De acordo com a representante dos EUA na ONU, as cidades ucranianas estão “sob cerco, sob bombardeios russos implacáveis”.

“Os hospitais estão ficando sem suprimentos, a comida está diminuindo e as vítimas civis estão aumentando, enquanto os grupos mais vulneráveis — pessoas com deficiência, idosos, crianças — continuam sofrendo o peso do sofrimento.”

Cobranças à Rússia

Thomas-Greenfield pediu a Moscou que forneça um “compromisso firme, claro, público e inequívoco para permitir e facilitar o acesso humanitário imediato e desimpedido para parceiros humanitários na Ucrânia”.

“Muito especificamente, pedimos à Federação Russa que concorde e honre de boa fé as propostas ucranianas de passagem segura humanitária com prazo determinado em locais específicos e acordados. Apelamos ao estabelecimento de um sistema de notificação no nível do solo que facilite o movimento seguro de comboios e voos humanitários”, disse a embaixadora.

Ela também pediu que “a Rússia mude de rumo, retire suas forças, diminua a escalada por meio da diplomacia” e disse que os EUA apoiam “o apelo da Ucrânia por um cessar-fogo”.

“Enquanto isso, aplaudimos aqueles que fazem tudo ao seu alcance para aliviar o sofrimento que Putin desencadeou no povo ucraniano”, disse ela.

A representante na ONU observou que os EUA estão “coordenando estreitamente com o governo da Ucrânia, países vizinhos e organizações internacionais, incluindo aquelas dentro do sistema da ONU, para monitorar a situação e trabalharão com eles para atender às necessidades humanitárias na Ucrânia e na região”.

“Independentemente do rumo que a invasão da Rússia possa tomar, devemos fazer tudo — e enfatizo tudo — tudo o que pudermos fazer para ajudar o povo da Ucrânia”, disse Thomas-Greenfield. “Kiev ainda está de pé, e nós estamos com Kiev. Estamos com os ucranianos”, concluiu a embaixadora dos EUA na ONU.


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