O governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), afirmou nesta quarta-feira que o partido não deve realizar prévias internas para definir quem será o candidato à Presidência da República nas eleições deste ano. A declaração ocorre um dia após o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, anunciar sua filiação ao PSD, ampliando para três o número de nomes da legenda colocados no debate presidencial, ao lado de Ratinho Jr. e do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.

Em entrevista ao podcast Warren Política, o governador paranaense avaliou que o processo interno tende a ser simples e consensual. “Acho que vai ser muito simples, bem fácil, porque todos aqueles que podem vir a ser candidatos estão desarmados. Porque a gente quer ajudar o Brasil”, afirmou. Segundo ele, a definição deve ocorrer de forma natural, sem disputas formais entre os postulantes.

Ratinho Jr. disse acreditar que o nome escolhido será aquele com maior capacidade de liderança e articulação política. “Aquele que tiver maior capacidade de poder liderar esse processo, de aglutinar bons quadros, bons nomes, eu acho que vai ser tranquilamente aprovado e apoiado por todos os demais”, declarou, ao defender um entendimento interno sem a necessidade de prévias partidárias.

O governador também comentou a posição do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, que tem demonstrado preferência por apoiar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em uma eventual disputa presidencial. Na avaliação de Ratinho Jr., no entanto, Tarcísio tende a concorrer à reeleição no governo paulista, o que reduziria as chances de uma candidatura nacional neste momento.

“Tarcísio seria o nome da direita mais viável de todos”, disse. Ainda assim, ponderou que o governador paulista é uma liderança jovem, impulsionada politicamente pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. “Ele tem uma trajetória política que é jovem, e que foi muito alavancada pelo nome do presidente Bolsonaro. E ele é grato a isso”, afirmou. Para Ratinho Jr., pesa também o fato de Tarcísio ter a responsabilidade de disputar a reeleição em São Paulo.

Durante a entrevista, o governador do Paraná fez críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao histórico de governos petistas. Segundo ele, o PT “já deu o que tinha que dar” ao país. Ratinho Jr. avaliou que Lula teve amplo respaldo popular ao longo de mais de duas décadas, mas não teria entregue os compromissos assumidos.

Ele citou o discurso de posse do primeiro mandato de Lula, quando o então presidente prometeu garantir “três refeições diárias” à população. Para o governador, a promessa simboliza um governo eficiente na comunicação, mas frágil na execução. “Foi muito forte na propaganda e muito fraco na entrega”, avaliou.

Por fim, Ratinho Jr. defendeu a existência de múltiplas candidaturas no campo da direita. Questionado sobre a possível candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou que o eleitor não pode ficar restrito a poucas opções. “É extremamente natural o PL ter candidato, o PSD ter candidato, o MDB daqui a pouco ter candidato. Eu acho que é natural, é do jogo político”, concluiu.

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil.


Avatar

administrator