O ex-presidente Jair Bolsonaro apresenta quadro persistente e inalterado de instabilidade do equilíbrio corporal, segundo relatório médico encaminhado ao Supremo Tribunal Federal na última sexta-feira. O documento informa que Bolsonaro segue em recuperação após passar por cirurgia no ombro e enfrentar um quadro de pneumonia nas últimas semanas. Atualmente, ele cumpre prisão domiciliar determinada pelo STF após condenação relacionada à tentativa de golpe de Estado.
De acordo com o relatório médico, Bolsonaro também apresentou episódios recorrentes e persistentes de soluços nos últimos dias. O documento destaca, porém, que houve melhora significativa após ajustes terapêuticos realizados pela equipe responsável pelo tratamento do ex-presidente. Além disso, ele continua realizando sessões diárias de fisioterapia como parte do processo de recuperação clínica.
Os médicos informaram ainda que Bolsonaro permanece utilizando tipoia para imobilização parcial do membro superior direito, medida considerada necessária para garantir estabilidade durante o pós-operatório. A cirurgia no ombro ocorreu após nova internação hospitalar registrada depois do tratamento de uma broncopneumonia. Segundo informações divulgadas anteriormente, o procedimento teve duração aproximada de cinco horas, incluindo a preparação pré-operatória, e foi realizado sem intercorrências.
Bolsonaro está em prisão domiciliar desde o fim de março. A medida foi determinada após avaliação das condições de saúde do ex-presidente e integra o cumprimento da pena imposta pelo Supremo Tribunal Federal. Durante esse período, ele é obrigado a utilizar tornozeleira eletrônica continuamente e precisa seguir uma série de restrições impostas pela Justiça.
Entre as determinações judiciais estabelecidas estão a proibição do uso de celular, telefone ou qualquer outro meio de comunicação direta ou indireta. O ex-presidente também está impedido de acessar redes sociais, gravar vídeos, divulgar áudios ou realizar manifestações públicas, inclusive por intermédio de terceiros. O descumprimento das regras poderá resultar na revogação da prisão domiciliar e no retorno ao regime anterior definido pelo STF.
Aliados políticos de Bolsonaro acompanham com atenção a evolução do quadro clínico do ex-presidente. Nos bastidores, integrantes do grupo afirmam que ele permanece debilitado fisicamente desde as últimas internações, embora apresente estabilidade geral. Pessoas próximas relatam preocupação principalmente com as dificuldades de locomoção e com os episódios recorrentes de soluços mencionados no relatório médico apresentado ao Supremo Tribunal Federal.
A defesa do ex-presidente segue sustentando que o estado de saúde exige acompanhamento constante e limitações nas atividades diárias. Já integrantes do STF avaliam que as restrições impostas na prisão domiciliar permanecem adequadas diante das determinações judiciais estabelecidas no processo relacionado à tentativa de golpe de Estado.
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

