Em comunicado e convocação, a chancelaria russa acusou Berlim, Copenhague e Estocolmo de deliberadamente hesitar em continuar as investigações e de tentar esconder quem está por trás das explosões.

Nesta quinta-feira (25), o Ministério das Relações Exteriores da Rússia convocou os embaixadores da Alemanha, Dinamarca e Suécia para falar sobre a investigação “paralisada” sobre a sabotagem dos gasodutos Nord Stream 1 e 2 (Corrente do Norte 1 e 2) cometida em setembro de 2022.

A pasta chamou os diplomatas para protestar contra o que disse ser uma “completa falta de resultados”.

O MRE russo convocou os embaixadores para expressar um forte protesto a eles por não fornecerem os resultados das investigações, supostamente realizadas pelas autoridades desses países, da sabotagem contra os gasodutos Nord Stream”, disse o ministério em comunicado.

Moscou ainda acrescentou que os países mostram desinteresse em “apurar as verdadeiras circunstâncias” sobre a sabotagem, e que a inércia diante dos fatos “tenta ocultar as provas e os verdadeiros culpados” pelo crime.

Constatou-se que esses países não estão interessados em estabelecer as verdadeiras circunstâncias dessa sabotagem. Pelo contrário, eles estão atrasando seus esforços e tentando ocultar os rastros e os verdadeiros autores do crime por trás do qual acreditamos ser países bem conhecidos. Não é por acaso que versões improváveis ‘vazadas’ [do que aconteceu] são despejadas na mídia para tentar turvar as águas”, afirmou a pasta.

Por fim, o órgão declarou que continuará tentando garantir que Alemanha, Dinamarca e Suécia conduzam uma “investigação objetiva” com a participação da Rússia também.

Uma investigação do jornalista americano Seymour Hersh, revelou, em fevereiro, que mergulhadores militares dos Estados Unidos colocaram as cargas explosivas sob gasodutos russos em junho de 2022, durante os exercícios BALTOPS da OTAN.

Citando fontes com conhecimento direto do planejamento operacional dos ataques, Hersh acusou os militares noruegueses de detonarem os explosivos três meses depois, causando sérios danos aos oleodutos que ligam a Rússia à Alemanha no fundo do mar Báltico.

Hersh enfatizou que o presidente dos EUA, Joe Biden, deu luz verde à sabotagem após mais de nove meses de discussões secretas com sua equipe de segurança nacional.


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