A candidata ao Senado entrou com pedido de liminar, assinada em conjunto com a Aliança Nacional LGBTI e Sleep Giants, para tirar do ar publicações dos candidatos Cabo Junio Amaral (PL) e Cristiano Caporezzo (PL). “Marielle Franco é a defunta mais chata do Brasil”, escreveu Amaral
Sara Azevedo (PSOL), candidata ao Senado, junto com a Aliança Nacional LGBTI e o coletivo Sleep Giants entrou na Justiça com um pedido de liminar pela derrubada de conteúdos ofensivos postados por Cabo Junio Amaral (PL), candidato a deputado federal, e Cristiano Caporezzo (PL), que disputa uma vaga na ALMG. Os dois fizeram publicações em que ofendem pessoas trans e mulheres. Na petição inicial, pede-se à Justiça que solicite à Meta a retirada das postagens do Facebook e Instagram.
“É evidente, que o comportamento discriminatório contra mulheres e pessoas LGBTQIA+ não são incidentais, mas traduzem o posicionamento de tais candidatos”, argumentam os autores da petição. “Não restam dúvidas de que a propaganda veiculada pelos ora Representados é expressamente vedada pela legislação eleitoral (…) , que estabelecem que não serão toleradas propagandas que veiculem preconceitos de origem, etnia, raça, sexo, cor, idade, religiosidade, orientação sexual, identidade de gênero e quaisquer outras formas de discriminação, inclusive contra pessoa em razão de sua deficiência”.
Em uma publicação no Instagram, Cabo Junio Amaral (PL) diz: “A Marielle Franco é a defunta mais chata do Brasil e só ganhou notoriedade porque morreu, porque antes era uma pessoa completamente inexpressiva no cenário nacional (…) A gente tá discutindo se um marmanjo que porque diz que acha que é uma boneca pode utilizar o banheiro de uma mulher. Tá de brincadeira. Que palhaçada é essa, colocando as nossas mulheres e as nossas crianças em risco de serem estupradas (…) Quem me ensinou a ser homem foi a minha mãe, que é uma mulher de verdade, e não uma feminista imunda. […] e já que ela me chamou de brucutu. Não tem problema. Porque o que não falta no movimento feminista são brucutus.”
Depois de ser acusado de transfobia, Cristiano Camporezzo (PL) publicou: “Estão me chamando de transfóbico, de gay enrustido e de boneca. Tudo isso porque eu falei algumas coisas no Fórum Conservador do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba. Tá vendo só, pessoal? Falar a verdade agora é ser transfóbico. Olha, não tem problema, tá bom? Eu não me preocupo com isso, eu me preocupo mesmo é com defender a verdade”. Somadas, as páginas de Amaral e Camporezzo têm cerca de 200 mil seguidores.
Na petição, os autores defendem que o potencial lesivo das publicações é flagrante. “Os conteúdos ora apontados veiculam preconceito de sexo, orientação sexual e identidade de gênero, em flagrante violação à legislação eleitoral, mostra-se imperiosa a intervenção dessa Justiça Especializada para determinar a imediata remoção do conteúdo veiculados nos URLs ora indicados, pelos seguintes fundamentos”, argumentam.

