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Superadas as barreiras para a consolidação da aliança PSD e PT em Minas em torno das candidaturas de Alexandre Kalil (PSD) ao governo estadual e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência, outra turbulência vem à tona: a disputa no PT para a definição do nome de quem será o vice de Kalil na chapa. Uma corrente do partido está fazendo de tudo para minar um dos nomes colocados, o do deputado estadual André Quintão (PT).

Essa ala aceita qualquer nome, até mesmo, em último caso, o do medalhão Virgílio Guimarães – menos o de Quintão. Isto porque o deputado foi apontado como o preferido justamente por Kalil. “(A rejeição ao nome de Quintão) Não é por ele, é pelo fato de o Kalil o ter escolhido. E quem deve escolher é o PT”, diz uma fonte ouvida pela coluna Aparte.

A birra no PT, portanto, é motivada pelos contornos que marcaram a aliança entre as partes até aqui. Ao longo das negociações, o partido precisou se submeter às vontades do PSD e, no fim, para viabilizar a composição, teve de abrir mão da candidatura de Reginaldo Lopes ao Senado, deixando o caminho aberto para Alexandre Silveira (PSD) buscar a reeleição. Restou ao PT o posto de vice na chapa de Kalil. E, agora, uma ala do partido se recusa a aceitar o que seria mais “um capricho” do ex-prefeito, isto é, ter André Quintão como vice – o que é visto como uma escolha de Kalil, portanto. Na reunião que selou a aliança, em São Paulo, no dia 13, inclusive, Lula, ao ouvir a indicação de Kalil, ponderou que caberá ao PT, em decisão interna, escolher quem será o indicado.

Estratégia

Para desgastar a imagem de Quintão, essa corrente do PT bate até na tecla de que ele ocupou a secretaria de Estado de Trabalho e Desenvolvimento Social na gestão do governador Fernando Pimentel, em 2015/2016. Querem colar nele a imagem de Pimentel, que não se reelegeu em 2018 e é tido internamente como uma pedra no sapato de qualquer candidato.

Além de Quintão e Virgílio, as outras alternativas postas até aqui são o deputado federal Reginaldo Lopes e o presidente da legenda em Minas Cristiano Silveira, que não estariam interessadas na vaga. Lopes prefere se reeleger deputado federal para ficar em Brasília, sendo ponte entre o governo federal e Minas. Já o desinteresse de Silveira ainda não tem uma explicação.

O fato é que segundo a fonte ouvida pela coluna, o debate interno no PT “vai demorar um tempo” e promete ter “muita pernada”.


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