O senador do PT Fabiano Contarato, eleito para presidir a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, defendeu que é preciso alterar o “estigma” de que o “campo progressista” defende exclusivamente os direitos humanos dos presos. “Direitos humanos é muito amplo. Mas, durante muito tempo, ficou esse estigma de que nós defendemos pessoas que violaram qualquer âmbito criminal. É isso que tem que ser mudado”, afirmou o senador.

Contarato, que foi delegado da Polícia Civil por 27 anos no Espírito Santo, preside a CPI instalada nesta semana no Senado. O parlamentar surpreende ao defender o endurecimento de penas para adolescentes em conflito com a lei, além de criticar a saída temporária de presos condenados por crimes contra a vida. Ele também não vê problemas em equiparar as facções criminosas ao terrorismo.

Em sua visão, o “campo progressista” não pode mais se dar ao luxo de romantizar o tema da segurança pública. “Passou da hora – e isso é público e notório – de o campo progressista começar a falar com responsabilidade, com os pés no chão e sem romantizar essa área, para dar uma resposta à sociedade”, afirmou o presidente da CPI.

Eleito senador em 2018 pelo partido Rede, Contarato se filiou ao PT em 2022 e tem atuado ativamente em temas ligados à segurança pública. Ele assegurou que vai trabalhar para evitar que a comissão seja dominada por disputas eleitorais e que foque no combate real ao crime organizado.

Foto: Lula Marques/ Agência Brasil


Avatar

administrator