O senador Rogério Carvalho (PT-SE) apresentou pedido de convocação na CPMI do 8 de janeiro de um sócio do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) que apoiou os atos golpistas em Brasília. A sociedade foi revelada em reportagem da colunista do UOL Juliana da Dal Piva, em parceria com a Agência Pública e o Clip (Centro Latino Americano de Investigação Jornalística).

O requerimento foi apresentado ontem pelo parlamentar. Um dos alvos do pedido é o influenciador Paulo Generoso, que abriu em março deste ano a empresa Braz Global Holding LLC em sociedade com Eduardo. O outro é Raquel Brugnera, ex-servidora do governo Bolsonaro e sócia de Generoso em outras duas empresas criadas também este ano.

Generoso e Brugnera são os criadores do Movimento República de Curitiba, que surgiu em 2016 para apoiar a Operação Lava Jato. O movimento também defendeu a eleição do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em 2018 e 2022.

Com 1,2 milhão de seguidores, a página do grupo no Facebook saiu em defesa dos atos golpistas de 8 de janeiro. Ela também espalhou notícias falsas sobre as urnas eletrônicas e a pandemia de covid-19.

Paulo Generoso, inclusive, teve a conta no Twitter suspensa, em janeiro de 2023, após decisão judicial, conforme postou a própria empresa nas redes.

Segundo a apuração, a empresa aberta por Eduardo e Generoso também tem André Porciúncula como um dos sócios. Porciúncula foi secretário nacional de Fomento e Incentivo à Cultura do governo Bolsonaro. A firma está registrada no mesmo endereço da casa de Generoso, em Arlington (EUA).

Procurado pela reportagem no dia 24 deste mês, Eduardo disse que preferia não falar nada sobre a sociedade. “Por que vocês estão me investigando? Conhecendo um pouquinho do UOL e um pouquinho de vocês, eu prefiro não falar nada”, afirmou.


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