Os servidores da educação municipal de Belo Horizonte apresentaram uma proposta de reajuste salarial de 47,02% à prefeitura. Atualmente, os profissionais do nível 8, primeiro da categoria, recebem 2.869,89 reais por mês. O reajuste solicitado visa recompor perdas inflacionárias acumuladas ao longo das gestões dos ex-prefeitos Alexandre Kalil e Fuad Noman.
“Considerando diversos índices e as perdas inflacionárias que tivemos nas gestões anteriores, chegamos a esse percentual, que será aplicado em todos os níveis da categoria”, afirmou Talita Lacerda, presidente do Sindi-Rede, sindicato que representa os trabalhadores da educação.
Nesta quinta-feira (13), a categoria se reuniu em assembleia na Praça da Estação, no centro da capital mineira, para discutir essa e outras pautas. A paralisação parcial das atividades afetou a rotina de alunos e famílias, já que parte dos profissionais dispensou os estudantes.
Os servidores também decidiram manter o calendário de mobilizações, que prevê o envio de ofício à Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), protestos dos profissionais da educação infantil, reuniões internas e visitas às escolas. A categoria se opõe à proposta da administração municipal de discutir o reajuste apenas em julho.
A prefeitura informou, por meio de nota, que ainda não recebeu as pautas das entidades sindicais, mas reafirmou estar aberta ao diálogo e às negociações de forma transparente.
Uma nova assembleia geral está marcada para o dia 15 de abril, quando os servidores esperam um retorno da prefeitura. Caso não haja avanço, há possibilidade de decretação de greve.
Além disso, entre os dias 17 e 20 de março, está prevista uma manifestação específica dos profissionais da educação infantil, com possível nova paralisação das aulas. No dia 1º de abril, representantes da categoria participarão de uma plenária para debater os rumos do movimento.
Foto: SindRede-BH

