O setor de serviços no Brasil registrou um crescimento acelerado em setembro, alcançando o melhor desempenho em mais de dois anos, de acordo com a pesquisa PMI (Índice de Gerentes de Compras) divulgada nesta quinta-feira (3). O avanço das vendas refletiu uma melhora significativa nas perspectivas econômicas do país.
O PMI de serviços, calculado pela S&P Global, subiu para 55,8 em setembro, em comparação com 54,2 em agosto. Esse índice marca o 12º mês consecutivo de crescimento no setor, com o número 50 funcionando como a linha divisória entre expansão e contração da atividade. O resultado sinaliza um aumento expressivo na produção de serviços no Brasil.
“Setembro trouxe uma recuperação significativa para o setor de serviços, compensando a desaceleração registrada em agosto e consolidando o trimestre mais forte desde o segundo trimestre de 2022″, destacou Pollyanna de Lima, diretora associada de economia da S&P Global Market Intelligence.
A pesquisa revelou que os empresários do setor de serviços mencionaram iniciativas de marketing, uma demanda positiva e um aumento constante na entrada de novos negócios como os principais fatores que impulsionaram o crescimento. O subíndice de novas encomendas recebidas pelos fornecedores de serviços teve o maior crescimento desde julho de 2022, refletindo o aumento da confiança entre os consumidores e empresas.
Além disso, os fornecedores de serviços mantiveram a tendência de criação de novas vagas de trabalho em setembro, que já se estende desde outubro de 2023. No entanto, o ritmo de contratações foi o mais lento em sete meses, sinalizando uma ligeira desaceleração no crescimento do emprego no setor.
No entanto, a pesquisa também apontou que os preços dos insumos continuam a subir, especialmente devido aos aumentos nos custos de alimentos, combustíveis e serviços públicos. Apesar disso, a taxa de inflação mostrou uma leve desaceleração em comparação com o mês de agosto, proporcionando algum alívio para as empresas do setor.
O desempenho robusto do setor de serviços em setembro ressalta o papel central dessa área na recuperação econômica do Brasil, à medida que a confiança do consumidor e a demanda interna continuam a crescer.

