Durante a abertura da 2ª Reunião de Energia do Brics, realizada nesta quinta-feira (20/3) em Brasília, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, defendeu que o grupo busque soluções equilibradas entre segurança energética, desenvolvimento sustentável e a transição para uma economia de baixo carbono. O evento ocorre sob a presidência brasileira do bloco em 2024.

Silveira reforçou as prioridades do Brasil na liderança do Brics, com foco em uma transição energética justa, inclusiva e centrada nas pessoas. Ele também destacou a necessidade de combater a pobreza energética, ampliando o acesso da população a serviços essenciais como eletrificação rural, cozimento limpo e eficiência energética. “Uma política energética verdadeiramente sustentável só pode ser aquela que coloca as pessoas em primeiro lugar”, afirmou.

O ministro afirmou que o financiamento climático é um dos principais desafios da atualidade. Entre os objetivos do Brasil à frente do Brics está o avanço em uma agenda de liderança climática, que inclua uma declaração conjunta sobre financiamento da transição energética e a promoção de investimentos em infraestrutura, energias renováveis e pesquisa mineral. “Sem financiamento adequado, a transformação dos nossos sistemas energéticos será mais lenta e desigual”, alertou.

Silveira também defendeu o fortalecimento do Sul Global e a melhoria da governança na cooperação energética, com uma integração mais inclusiva dos novos membros do bloco. Ele avaliou que o Brics pode se consolidar como um ator relevante na governança energética global, especialmente com o compartilhamento de boas práticas e o desenvolvimento de projetos conjuntos entre os países-membros.

O ministro destacou ainda o papel estratégico do Brics no avanço dos combustíveis sustentáveis. Segundo ele, o grupo tem potencial para ampliar e escalar rotas tecnológicas de descarbonização em setores como transporte e indústria. “Precisamos coordenar nossas ações e transformar nossa diversidade em vantagem competitiva”, afirmou.

Silveira concluiu sua fala afirmando que, para que a transição energética seja realmente transformadora, ela deve ser inclusiva, justa e sustentável, promovendo o desenvolvimento econômico sem deixar milhões de pessoas sem acesso a energia moderna e de qualidade.

Foto: Percio Campos/MME


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