O ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal Silvinei Vasques chegou a Brasília no sábado, após ser entregue por autoridades do Paraguai à Polícia Federal em Foz do Iguaçu, no Paraná. A transferência ocorreu depois de sua prisão no país vizinho, onde foi localizado quando tentava seguir viagem internacional utilizando documentação falsa, segundo as investigações conduzidas pelas autoridades brasileiras.

O deslocamento até a capital federal foi feito em uma aeronave King Air pertencente à Polícia Federal. O voo teve duração aproximada de três horas e pousou no Aeroporto de Brasília por volta das 13h15. Após o desembarque, Vasques foi conduzido sob escolta para o sistema prisional do Distrito Federal, onde ficará custodiado enquanto aguarda novos desdobramentos judiciais relacionados ao caso.

Silvinei Vasques permanecerá preso no Complexo Penitenciário da Papuda. Ele ficará nas dependências do 19º Batalhão da Polícia Militar, na ala conhecida como Papudinha, espaço destinado a detentos que ocupavam cargos públicos. No mesmo local também está custodiado o ex-ministro da Justiça Anderson Torres, investigado em processos ligados aos atos antidemocráticos.

A prisão ocorreu na sexta-feira, quando Vasques foi detido no Paraguai ao tentar embarcar para El Salvador portando um passaporte falso. Condenado a 24 anos e 6 meses de prisão na ação penal referente ao Núcleo 2 da trama golpista, ele cumpria prisão domiciliar no Brasil. No entanto, rompeu a tornozeleira eletrônica e deixou o país para evitar o cumprimento da pena imposta pelo Supremo Tribunal Federal.

A fuga foi identificada após o equipamento de monitoramento parar de emitir sinal de GPS por volta das 3h da madrugada de quinta-feira. Agentes da Polícia Federal foram até o apartamento do ex-diretor, em São José, em Santa Catarina, e constataram sua ausência. Câmeras do prédio mostraram que ele esteve no local até a noite anterior, quando foi visto colocando bolsas no porta-malas de um carro. Durante a fuga, Vasques também levou um cachorro da raça pitbull, além de ração e tapetes higiênicos.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil


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