O ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para acompanhar presencialmente o julgamento dos acusados pertencentes ao núcleo 2 da suposta trama golpista que teria buscado manter Jair Bolsonaro no poder de forma ilegal, após as eleições de 2022. A sessão está prevista para os dias 22 e 23 de abril.
Silvinei é um dos seis denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por envolvimento em ações que, segundo o órgão, tinham como objetivo “sustentar a permanência ilegítima” de Bolsonaro na Presidência. Caso a denúncia seja acolhida, ele se tornará réu e responderá a um processo criminal no STF.
Na petição enviada ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, a defesa de Vasques pede autorização para que ele se desloque de São José (SC) até Brasília, com a justificativa de que sua presença no julgamento é essencial para garantir o direito ao contraditório e à ampla defesa. “O comparecimento pessoal do requerente revela-se necessário, considerando a gravidade das acusações e a relevância do julgamento”, afirmam os advogados.
Além de Vasques, o núcleo 2 inclui Filipe Martins (ex-assessor de assuntos internacionais), Marcelo Câmara (ex-assessor de Bolsonaro), o general Mário Fernandes, Marília de Alencar (ex-subsecretária de Segurança do DF) e Fernando de Sousa Oliveira (ex-secretário-adjunto de Segurança).
A denúncia será apreciada pela Primeira Turma do STF, composta pelos ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Luiz Fux. Até agora, apenas o núcleo 1 foi julgado — com o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete investigados se tornando réus. Três núcleos ainda aguardam análise.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

