O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro permaneça como acompanhante do ex-presidente Jair Bolsonaro durante o período de internação hospitalar. A decisão também permite que os filhos do ex-presidente realizem visitas enquanto ele estiver sob cuidados médicos.

Bolsonaro foi levado a um hospital em Brasília após apresentar um quadro de febre, crises de vômito e queda na saturação de oxigênio durante a madrugada. A informação foi divulgada pelo senador Flávio Bolsonaro, que relatou nas redes sociais que o pai precisou ser encaminhado para atendimento médico após passar mal nas primeiras horas do dia.

Segundo Flávio, os sintomas começaram quando o ex-presidente acordou durante a madrugada com calafrios e episódios intensos de vômito. Diante da situação, familiares e responsáveis pela custódia avaliaram que seria necessário encaminhá-lo a uma unidade hospitalar para realização de exames e acompanhamento clínico mais detalhado.

O ex-presidente foi levado ao hospital DF Star, em Brasília, onde permanece em avaliação médica. De acordo com as primeiras informações divulgadas por aliados, os médicos ainda realizam exames para determinar a causa dos sintomas apresentados e definir o tratamento mais adequado.

Ainda na publicação feita nas redes sociais, o senador afirmou ter recebido a informação de que Bolsonaro apresentou queda na oxigenação do sangue, o que aumentou a preocupação da família. Diante desse quadro, foi decidido que ele deveria ser retirado da unidade prisional conhecida como Papudinha e encaminhado para o hospital.

Na mesma mensagem, Flávio Bolsonaro pediu apoio de apoiadores e manifestou esperança de que o problema de saúde não seja grave. “Peço orações para que não seja nada grave”, escreveu o parlamentar ao informar sobre a internação do ex-presidente.

A Polícia Militar do Distrito Federal, responsável pela administração da Papudinha, confirmou por meio de nota oficial que Bolsonaro deixou o local para receber atendimento médico. A corporação informou ainda que detalhes sobre o estado de saúde e eventuais procedimentos serão divulgados posteriormente pela equipe médica responsável pelo atendimento.

A defesa do ex-presidente voltou a utilizar o episódio para reforçar o pedido de prisão domiciliar. O advogado Paulo Cunha Bueno afirmou que o quadro clínico de Bolsonaro exige cuidados constantes e acompanhamento médico permanente, o que, segundo ele, não poderia ser plenamente garantido em ambiente prisional.

Em manifestação nas redes sociais, o advogado declarou que a defesa já apresentou laudos médicos que indicariam a necessidade de cuidados especiais. Segundo ele, os documentos teriam sido incluídos em pedidos anteriores de prisão domiciliar apresentados ao Supremo Tribunal Federal.

Bolsonaro enfrenta problemas de saúde desde dois mil e dezoito, quando sofreu um atentado a faca durante a campanha presidencial. Desde então, o ex-presidente passou por diversas cirurgias e procedimentos médicos para tratar complicações relacionadas ao ferimento abdominal provocado pelo ataque.

No início deste mês, Alexandre de Moraes negou um novo pedido da defesa para que Bolsonaro cumpra prisão domiciliar. Na decisão, o ministro afirmou que a unidade onde o ex-presidente está custodiado possui condições consideradas adequadas para acompanhamento médico e cumprimento da pena.

O magistrado também mencionou a quantidade de visitas que Bolsonaro recebe regularmente de parlamentares, governadores e outras figuras públicas. Na avaliação de Moraes, essa rotina indicaria que o ex-presidente mantém intensa atividade política mesmo durante o período de custódia.

Foto: Luiz Silveira/STF


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