O ex-presidente Jair Bolsonaro foi levado a um hospital em Brasília na manhã desta sexta-feira após apresentar um quadro de febre, crises de vômito e queda na saturação de oxigênio durante a madrugada. A informação foi divulgada pelo senador Flávio Bolsonaro nas redes sociais. Segundo ele, o pai precisou ser encaminhado para avaliação médica e exames no hospital DF Star, onde permanece sob acompanhamento da equipe de saúde.
De acordo com o relato feito pelo senador, Bolsonaro acordou durante a madrugada com calafrios e episódios intensos de vômito, o que gerou preocupação entre familiares e assessores. Ainda segundo a publicação, houve também uma redução na oxigenação do sangue, situação que motivou a decisão de levá-lo imediatamente para atendimento hospitalar especializado na capital federal.
Flávio Bolsonaro afirmou que as condições médicas da unidade prisional conhecida como Papudinha não seriam suficientes para atender o ex-presidente naquele momento. Por esse motivo, a equipe responsável pela custódia autorizou a remoção para o hospital, onde os médicos iniciaram a realização de exames para identificar a causa dos sintomas apresentados.
Na mesma publicação, o senador pediu apoio e orações de apoiadores e aliados políticos. “Peço orações para que não seja nada grave”, escreveu. Ele afirmou que novas informações sobre o estado de saúde do ex-presidente deverão ser divulgadas assim que a equipe médica concluir os primeiros procedimentos e avaliações clínicas.
Em nota, a Polícia Militar do Distrito Federal informou que Bolsonaro deixou a unidade prisional para atendimento médico e que as informações oficiais sobre o quadro clínico serão divulgadas pela equipe responsável pelo tratamento. A corporação não detalhou o horário exato da remoção nem os procedimentos adotados até o momento.
O advogado Paulo Cunha Bueno, que integra a defesa do ex-presidente, voltou a defender a concessão de prisão domiciliar. Segundo ele, o estado de saúde de Bolsonaro exige cuidados permanentes que não poderiam ser plenamente garantidos em um estabelecimento prisional, mesmo que possua estrutura considerada adequada.
Em manifestação nas redes sociais, o advogado afirmou que a defesa já havia alertado para riscos à saúde do ex-presidente e que laudos médicos recentes indicavam a necessidade de acompanhamento constante. Ele também mencionou decisões judiciais que concederam prisão domiciliar a outros condenados em situações consideradas semelhantes.
Bolsonaro convive com problemas de saúde desde 2018, quando sofreu um atentado a faca durante a campanha presidencial. Desde então, o ex-presidente passou por diversas cirurgias e internações para tratar complicações decorrentes do ferimento abdominal que atingiu o intestino.
No início deste mês, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, negou um novo pedido da defesa para que Bolsonaro cumpra prisão domiciliar. Na decisão, o magistrado afirmou que a unidade onde o ex-presidente está custodiado apresenta condições satisfatórias para acompanhamento médico e cumprimento da pena.
O estado de saúde do ex-presidente continua sendo acompanhado pelos médicos do hospital em Brasília na manhã de sexta-feira pela equipe médica.
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

