O Supremo Tribunal Federal atingiu a marca de 1.402 condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, conforme balanço divulgado nesta quarta-feira (29) pelo gabinete do ministro Alexandre de Moraes, relator dos processos.
Segundo os dados, as decisões se dividem em 431 penas de prisão, 419 penas alternativas e 552 acordos de não persecução penal. O levantamento detalha ainda que o maior grupo de condenados é composto por 404 réus que receberam penas de um ano de prisão, o equivalente a 28,82% do total. Em seguida, aparecem 213 condenações com penas de 14 anos, representando 15,19%.
A pena mais elevada foi aplicada ao ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão. O balanço também aponta que 190 acusados estão presos, sendo 169 com penas definitivas já executadas e 21 em prisão provisória.
No ano passado, a Primeira Turma do Supremo realizou 21 sessões para julgar os núcleos classificados como crucial, estratégico, executores e de desinformação, compostos por investigados ligados ao caso. Ao final, foram registradas 29 condenações e duas absolvições.
Na sexta-feira (24), Moraes determinou o encerramento da execução definitiva das penas relacionadas à trama golpista. A medida incluiu os cinco condenados do chamado Núcleo 2, último grupo com pendências judiciais. Os demais núcleos já haviam tido as prisões determinadas anteriormente.
Os ataques de 8 de janeiro de 2023 foram marcados pela invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, em Brasília. O episódio é considerado um dos mais graves contra as instituições democráticas no país.
Desde então, o Judiciário tem conduzido a responsabilização dos envolvidos, abrangendo executores, financiadores e articuladores, com divisão das investigações em diferentes frentes de atuação.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

