A Turquia lança um “ataque diplomático” para conseguir um cessar-fogo e iniciar um diálogo entre Israel e o Hamas. O líder turco, Recep Tayyip Erdogan, e o ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, acelerarão a “diplomacia telefônica”, de acordo com artigo do jornal turco Yeni Safak.

Anteriormente, uma fonte do governo turco disse que Erdogan lançará uma “diplomacia telefônica”, e as conversas com o líder russo Vladimir Putin sobre a situação em Gaza não foram descartadas.

A Turquia, que continua com suas iniciativas para acabar com os massacres de Israel e devolver a Palestina às suas fronteiras de 1967, está lançando um segundo ataque diplomático”, ressalta a publicação.

O presidente, Recep Tayyip Erdogan, e o ministro das Relações Exteriores, Hakan Fidan, acelerarão a diplomacia telefônica para chegar a uma solução na região.

“A Turquia manterá conversações com líderes para acabar com a ocupação israelense e estabelecer uma paz duradoura por meio da criação de um Estado palestino independente, tendo Jerusalém Oriental como sua capital”, escreve a mídia.

Em primeiro lugar, serão realizadas reuniões com os 45 países que se abstiveram de votar na Assembleia Geral das Nações Unidas sobre a situação em Gaza, de acordo com o artigo.

“Países como Albânia, Austrália, Bulgária, Camarões, Estônia, Etiópia, Finlândia, Ucrânia e Zâmbia serão examinados. Todos eles serão entrevistados um a um. Os países africanos serão os primeiros a serem entrevistados diplomaticamente. Além de conversas telefônicas, serão realizadas reuniões privadas”, resumiu o jornal turco.

Em 7 de setembro, o Hamas lançou um ataque sem precedentes contra Israel a partir da Faixa de Gaza. O Exército israelense relatou mais de três mil foguetes disparados do enclave e a incursão de dezenas de palestinos armados nas áreas da fronteira sul de Israel. Civis e militares israelenses foram tomados como reféns pelo Hamas e levados para Gaza.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que Israel está em estado de guerra e ordenou uma convocação recorde de 360 mil reservistas.


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