O ministro da Defesa ucraniano, Oleksi Reznikov, apresentou nesta segunda-feira (4) pedido de demissão ao Parlamento, um dia depois de o presidente Volodymyr Zelensky ter anunciado sua substituição em plena guerra com a Rússia.

O próprio Reznikov anunciou a entrega da carta de demissão ao presidente do Parlamento, Ruslan Stefantchuk, em mensagem nas redes sociais.

“Foi uma honra servir o povo ucraniano e trabalhar para o Exército do país nos últimos 22 meses, o período mais difícil da história moderna da Ucrânia”, afirmou.

Reznikov, 57 anos, no cargo desde novembro de 2021, tornou-se figura marcante na guerra contra a invasão russa, viajando frequentemente para o estrangeiro a fim de negociar ajuda militar dos aliados ocidentais de Kiev.

Zelensky anunciou, nesse domingo (3) à noite, que Reznikov será substituído por Rustem Umerov, um líder da comunidade tártara da Crimeia, a península ucraniana anexada pela Rússia em 2014.

Umerov, 41 anos, representou Kiev em negociações sensíveis com Moscou antes de ser nomeado responsável pelas privatizações no país.

O Parlamento ainda tem de aprovar a mudança.

Zelensky prometeu intensificar a luta contra a corrupção, que é endêmica na Ucrânia, especialmente em resposta às condições impostas pela União Europeia para manter o estatuto de Kiev como candidato à adesão.

Recentemente, foram divulgados vários escândalos de corrupção no país, um dos quais envolve diretamente Reznikov, relativamente a um contrato de fornecimento de material militar assinado com uma empresa turca.

Umerov dirige o Fundo de Propriedade do Estado desde setembro de 2022, cargo de grande visibilidade em um país onde o processo de privatizações está marcado por denúncias de corrupção.

A Ucrânia está em guerra com a Rússia, que invadiu o país vizinho em 24 de fevereiro de 2022.


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