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Por Geraldo Elísio (Repórter)

Todos sabem eu iniciei a minha vida profissional como locutor esportivo na Rádio Clube de Curvelo, na época pertencente à Rádio Itatiaia de Belo Horizonte, então naquela época pertencente ao inesquecível Januário Carneiro, que ao mudar de plano, com pleno sucesso transferiu o comando para o meu querido amigo Emanuel Carneiro.

Tempo em que além de redigir programas esportivos eu narrava futebol de salão, hoje futsal, o association, especializados e, estando em moda naqueles tempos o turfe, igualmente narrava corridas de cavalo. De lá, deixando a minha terra natal, mudei-me para a cidade de Sete Lagoas, passando a ter juntado a certidão de nascimento outra cidade da qual me considero também natural.

Em Sete Lagoas ampliei meu leque de atividades, porém sem deixar o futebol de lado. Como radialista não era torcedor, mas no particular, embora reconhecendo todas as grandes qualidades do Democrata, o clube do meu coração é o Bela Vista a responder também por “Rela”. E nesta trajetória participei da inauguração de três estádios. O primeiro deles o Mineirão.

Um time de futebol arte que levou o Brasil a muitos títulos e onde a violência como nos moldes de hoje era algo inimaginável. Foi um tempo para conhecer os maiores craques do Brasil e do mundo, entre eles Pelé, Garrincha, Tostão, Didi, Lev Yashin e muito mais. E porque estou a escrever sobre futebol?

Diante da morte do torcedor do Cruzeiro Rodrigo Marlon Caetano,aos 25 anos, vítima de disparo de arma de fogo que o atingiu na barriga, em uma briga de gangues esportivas – não concordo com a denominação torcida organizada e, da tragédia acontecida no México me sinto no dever de oferecer uma sugestão, pelo menos aos clubes mineiros.

As cenas de selvageria do último sábado, 5, entre torcedores dos times mexicanos Querétaro e Atlas, no estádio La Corregidora, que feriu 26 pessoas — nove delas estão hospitalizadas, três em estado grave, me levaram a pensar na idiotia de Clube Atlético Mineiro e Cruzeiro Esporte Clube – extensivo a todos os demais participantes do campeonato local, mudarem alguns métodos cretinos.

A internet mostrou a exaustão comentários de torcedores criticando os atletas dos dois clubes terem entrado em campo carregando uma bandeira da Ucrânia. Claro que o ideal é a prevalência de climas de paz. Entretanto, entre centenas de guerras ocorridas de 1945 até os dias de hoje nunca vi tal gesto acontecer. Nem nas guerras do Vietnã, Iraque, enfim, conflitos entre países diversos.

Ótimo se a moda pega os jogadores fazendo isto sem tomar partido de ninguém, Contudo como a guerra é perene e violenta entre eles próprios, a minha sugestão é simples. Que eles se pacifiquem primeiro, E para isto, antes de pisar os gramados carregando bandeiras de países distantes, carregam bandeiras de funerárias que pagam pela publicidade e transfiram os rendimentos para as famílias das futuras vítimas.

A todas as pessoas citadas nesta matéria automaticamente é garantido o direito da resposta no espaço tamanho e corpo.


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