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Diante da confirmação da primeira morte por varíola dos macacos no Brasil, o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Arnaldo Medeiros, ressaltou, em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (29), que a doença apresenta baixa letalidade.

“A gente sabe, claramente, acho que todos os dados da literatura mundial e o acompanhamento da literatura mundial, que esse surto de monkeypox tem baixíssima letalidade”, afirmou.

Segundo ele, pacientes imunodeficientes e/ou com outras comorbidades têm mais riscos de desenvolver complicações — como no óbito registrado em Minas Gerais. De acordo com a pasta, o paciente apresentava baixa imunidade e comorbidades, incluindo um quadro de linfoma (câncer no sistema linfático).

O secretário executivo do ministério, Daniel Pereira, informou que a pasta investiga “as especificidades do caso. Trata-se de um paciente com outras comorbidades, com algumas imunodeficiências, então a gente está vendo, de fato, o que foi determinante ou não para o seu óbito”.

O Ministério da Saúde confirma 1.066 casos da doença no Brasil e 513 suspeitas até o momento. Do total de infecções, mais de 700 estão no estado de São Paulo.

Assim como em outros países que vivem surto de Monkeypox, os dados epidemiológicos sugerem que há predominância de casos no Brasil dentre os homens que se relacionam sexualmente com outros homens.

No entanto, Medeiros ressalta a importância de não estigmatizar o contágio, uma vez que “a transmissão acontece por contato de pele” — não necessariamente sexual.

“O dado epidemiológico que nós temos hoje em todos os quase 20 mil casos no mundo é de que a grande maioria, mais de 95% dos casos confirmados, são de homens que fazem sexo com homens, mas isso não é uma estigmatização, porque, como eu falei no início da explicação sobre a doença, a principal forma de transmissão da doença se dá por contato”, reiterou o secretário.

Campanha publicitária

Para intensificar o combate à doença, o Ministério da Saúde confirmou que prepara uma campanha publicitária para disseminar informações sobre a varíola dos macacos.

“A Ascom já está pensando em uma campanha de publicidade, tanto na mídia, nas redes sociais, como campanha na TV, em rádio, para explicarmos cada vez mais à população o que é a varíola símia, que ficou conhecida como monkeypox, como se prevenir e quais os cuidados que devem ser tomados”, explicou Medeiros.

De acordo com o secretário executivo, Daniel Pereira, a campanha deve ser lançada entre a metade e o final de agosto.

Ainda em relação à prevenção, os secretários reiteraram que as vacinas não são o principal mecanismo neste momento, dado que a Organização Mundial da Saúde (OMS) não recomenda a vacinação em massa.

No Brasil, a expectativa é de que 50 mil doses de vacina contra a doença cheguem em duas remessas, segundo informaram os secretários.

Centro de Operação de Emergências

Conforme havia anunciado a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), na última quarta-feira (27), o país passa a contar com um Centro de Operação de Emergências (COE) contra a varíola dos macacos.

A oficialização do grupo aconteceu nesta sexta-feira (29), com a primeira reunião dos membros para a elaboração do Plano de Contingência contra o surto no Brasil.

“O COE funcionará ininterruptamente, de segunda a sexta-feira presencialmente e nos finais de semana de forma virtual. Havendo necessidade, as reuniões poderão ser presenciais”, informou o Ministério da Saúde em comunicado.

A operação será coordenada pelo Ministério da Saúde, com representantes do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), Agência Nacional de Vigilância em Saúde (Anvisa) e do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas da Fiocruz.


Paola Tito

editor

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