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O senador Carlos Viana (PL) colocou a própria pré-candidatura a governador no telhado. Ou colocaram por ele. Pelo menos foi o que ele deu a entender durante sabatina do jornal Folha de S. Paulo.

A declaração dele admitindo a possibilidade de deixar a disputa se deu na mesma semana em que foi divulgada pesquisa apontando chances reais de segundo turno em Minas entre Zema e Kalil. Essa sondagem foi feita pelo instituto mineiro Quaest, entre os dias 7 e 10 de maio, depois de ouvir 1.480 eleitores. (A pesquisa está registrada no TSE nº MG-00132/2022).

De acordo com seus dados, o crescimento acumulado da pré-candidatura de Alexandre Kalil (PSD), de 27% para 30%, e do próprio Carlos Viana, de 6% para 9%. E mais, quando os eleitores associam Kalil a Lula (PT), ele passa a ser o primeiro colocado (30% para 43%), e Viana alcança 16% e quase empata com Zema, quando associado a Bolsonaro.

Nesse caso, quando Zema é ligado ao pré-candidato presidencial de seu partido, o Novo, Felipe D’ávila, ele cai de 41% para 22%.

Decisão é de Bolsonaro

Seja por essa razão ou não, Viana disse textualmente, na entrevista, que pode abrir mão da disputa. “Se o presidente Bolsonaro entender, lá na frente, que o caminho é unificar a direita em uma candidatura só, e, pelos números, que o atual governador é o caminho, claro, não vou em momento algum ser contrário a uma decisão partidária”.

O senador afirmou ainda que o princípio de sua pré-candidatura é a reeleição de Bolsonaro à presidência para evitar o retorno do ex-presidente Lula ao governo.

Na visita que fez a Minas, no dia 30 de abril, em Uberaba, Bolsonaro e Zema trocaram afagos durante a abertura da ExpoZebu 2022. Viana teve presença discreta no evento. Bolsonaro elogiou Zema e este pediu aplausos. Para os seguidores de ambos, a aliança informal entre eles ficou plenamente entendida, já que não podem fazer aliança formal.

Foi assim que aconteceu também em 2018, quando Zema se elegeu ao pedir votos para Bolsonaro, além do candidato de seu partido, o empresário João Amoêdo. O governo também desistiu de indicar Viana, sem explicar as razões, para sua liderança no Senado. O site do governo estadual não registrou o encontro com Bolsonaro. A última foto entre eles é de agosto de 2020.

PT de Lula e PSD de Kalil: estranhamento

Enquanto isso, o PSD de Kalil e o PT de Lula vão se estranhando e adiando, ou dificultando, a aliança entre ambos por razões internas e até de grupos internos. A falta de entendimento reflete também a falta de bombeiros entre eles e de lideranças dos caciques políticos.


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