Assembleia Legislativa de MInas Gerais atraves da comissão criada para analise do veto de Zema(Novo) ao reajuste do salário para as categorias do funcionários estaduais(saúde, educação e segurança pública) vai ser votada na segunda-feira(11).

Nesta sexta-feira (8), o grupo formado por cinco deputados – maioria de oposição ao governador–realizou a primeira reunião, definindo presidente e relator, além de marcar três reuniões para segunda-feira ( 9h30, 14h, 16h). O objetivo é que a matéria já fique pronta para ser encaminhada à deliberação do Plenário.

Os deputados analisam o veto de Zema ao reajuste de 14% adicionais para a saúde e para a segurança pública e 33% para a educação, além de auxílio social para servidores inativos da segurança pública. O governador concedeu apenas o reajuste geral de 10,06% para todos os servidores.O parecer sobre a recomendação de rejeição ou aprovação do veto ficou a cargo do deputado Sávio Souza Cruz (MDB).

“A minha ideia é, se for possível, apresentar o relatório às 9h30 , distribuí-lo em avulso para votarmos às 16h”, disse o parlamentar.

Sávio foi designado relator da comissão pelo deputado Sargento Rodrigues (PL), escolhido por unanimidade para presidir os trabalhos. O escolhido para a vice-presidência foi o deputado Professor Claiton (PV).

Sargento Rodrigues, um dos principais representantes da segurança pública na ALMG, conehcido por defender direitos da categoria , afirmou que o objetivo da comissão é encaminhar o parecer na segunda-feira.

“Após a leitura do parecer na primeira reunião o relator deverá distribuir avulso e aí nós voltamos seis horas depois para votar e a ideia é deixar liberado na segunda mesmo para o presidente da Assembleia colocar na pauta na hora que ele achar conveniente”, afirmou Rodrigues.

Se aprovado, o parecer irá para o Plenário da Assembleia onde os 77 deputados definirão se derrubam ou acatam o veto do governador. Caso o veto seja derrubado, Zema terá 48 horas para sancionar o texto da forma como foi sugerido pelos deputados, caso isso não ocorra, a matéria será promulgada pelo presidente da ALMG.

Para justificar o veto ao reajuste, Zema alegou que ao conceder valores superiores aos 10% propostos pelo Executivo, o Estado estaria descumprindo a Lei de Responsabilidade Fiscal.Na votação em segundo turno do projeto de lei sobre os reajustes, houve cinquenta votos favoráveis aos aumentos adicionais.

Fazem parte da comissão especial para análise do veto Beatriz Cerqueira (PT), Sargento Rodrigues (PL), Professor Cleiton (PV), Sávio Souza Cruz (MDB) e Guilherme da Cunha (Novo).

Salietamos que o grupo  formado na comissão, é de maioria, por deputados opositores à Zema. Apenas Guilherme da Cunha, que é do partido do governador, votou contra os reajustes extras propostos pelos parlamentares, tornando assim, bem complicado a permanência do veto.