Com 24 dias de greve, um número enorme de alunos sem aula, os servidores da educação de BH decidiram, na sexta-feira(8), aceitar o reajusto proposto pela prefeitura e por fim retornaram as aulas na segunda-feira(11).
A categoria almejava conquistar piso salarial e preservação de carreira aos profissionais,o movimento começou dia 16 de março com a paralisação das aulas e algumas manifestações.
“A greve foi encerrada com o sentimento de que a luta não acaba aqui, mas sem desprezar as vitórias que teve. A avaliação do comando é que a greve fez a prefeitura se movimentar, mostrando a capacidade de organização da categoria”, informou, em nota, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte (Sind-Rede-BH).
Segundo Vanessa Portugal, diretora da entidade, a decisão foi tomada pensando nos alunos e demais envolvidos do setor da Educação.
“Apesar de repudiar a lógica da prefeitura de destruição da carreira, os trabalhadores da educação, em respeito aos estudantes e à comunidade escolar, resolveram dar um passo atrás nesse momento, mas não abandonar a luta”, declarou.
A prefeitura de Belo Horizonte informou, por meio da Secretaria Municipal de Educação, que nos próximos dias serão divulgados “os parâmetros para reposição integral dos dias parados para garantia da oferta dos 200 dias letivos previstos na legislação educacional”.
Entenda a proposta
A assembleia aceitou a primeira das duas propostas de reajuste feitas pela prefeitura de Belo Horizonte e autorizou que o projeto seja enviado para a Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH).
Confira as alterações:
Reajuste de 11,77% de duas vezes, sendo 5% em julho e 6,77% em novembro;
Um nível para os Assistentes Administrativos Educacionais (AAEs);
Aumento do vale refeição para R$ 24,60;
Duas progressões para professor do fundamental e ingresso no nível 12 (junho);
Duas progressões para professor do infantil e ingresso no nível 10 (junho), no nível 11 (dezembro) e no nível 12 (abril de 2023).