O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, declarou nesta quinta-feira que a Coreia do Norte está preparando cerca de 10 mil soldados em seu território para se unirem às tropas russas na guerra contra a Ucrânia. Zelensky já havia mencionado em 13 de outubro que a Coreia do Norte estava fornecendo apoio militar à Rússia, embora sem especificar números naquela ocasião.
“Eles estão preparando 10 mil soldados no seu território, mas ainda não os transferiram para a Ucrânia ou para a Rússia”, afirmou Zelensky após encontros com ministros da Defesa da Otan. Além disso, o presidente ucraniano informou que a Coreia do Norte já enviou técnicos e oficiais para os territórios ucranianos ocupados pela Rússia.
Apesar das declarações de Zelensky, o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, afirmou que até o momento “não há provas” concretas da participação direta de soldados norte-coreanos no conflito, embora reconheça o apoio de Pyongyang à Rússia.
Zelensky também disse que o presidente russo, Vladimir Putin, está tentando “envolver outros países” no conflito devido às grandes perdas sofridas pelas forças russas. Segundo ele, Putin teme uma mobilização interna, que seria muito impopular entre os russos.
Recentemente, um meio de comunicação ucraniano informou que seis oficiais norte-coreanos foram mortos em um ataque com mísseis ucranianos perto de Donetsk, no leste da Ucrânia. No entanto, autoridades ocidentais pediram cautela ao tratar essas informações, afirmando que estão monitorando a situação.
Além do possível envio de tropas, há relatos de que a Coreia do Norte tem fornecido munições de artilharia à Rússia para sustentar o esforço de guerra. Fontes mencionam um número entre 2.000 e 12.000 soldados norte-coreanos, mas acreditam que o número real esteja mais próximo do limite inferior dessa estimativa.
O ministro da Defesa da Coreia do Sul, Kim Yong-hyun, afirmou que Seul considera “muito provável” que norte-coreanos tenham sofrido baixas na Ucrânia, enquanto o governo russo negou essas alegações.

