O Exército de Israel confirmou nesta quinta-feira, 17, a morte de Yahya Sinwar, líder do Hamas, em uma operação militar realizada na Faixa de Gaza. Sinwar, considerado o principal responsável pelo ataque terrorista de 7 de outubro, havia sido alvo de investigações das Forças de Defesa de Israel (FDI) após um confronto ocorrido no dia 16 no sul de Gaza. A confirmação foi feita após testes de DNA.

A notícia já havia sido divulgada pelo canal israelense 12 e pelo jornal americano *The Washington Post*, e o Exército de Israel posteriormente corroborou a informação. No entanto, o Hamas ainda não se pronunciou oficialmente sobre a morte de Sinwar. O presidente de Israel, Isaac Herzog, elogiou a ação militar, destacando que Sinwar era responsável por atos de terrorismo que resultaram na morte de milhares de pessoas inocentes.

A operação que resultou na morte de Sinwar começou após um ataque aéreo israelense que atingiu uma escola, matando pelo menos 15 pessoas, de acordo com o Ministério da Saúde de Gaza. O alvo, segundo Israel, era um centro de comando do Hamas e da Jihad Islâmica. O ataque ocorreu em meio à ofensiva militar israelense em Gaza, que intensificou as ações contra alvos estratégicos do Hamas.

Yahya Sinwar era uma figura central no Hamas e foi o principal arquiteto do ataque terrorista de 7 de outubro de 2023, que matou 1,2 mil pessoas e resultou no sequestro de 250 israelenses. Israel havia prometido capturá-lo ou matá-lo desde o início da guerra contra o grupo. A morte de Sinwar representa um golpe significativo para a liderança do Hamas, principalmente após a morte de Ismail Haniyeh, outro líder importante do grupo, em julho, durante um ataque israelense no Irã.

O canal israelense 12 informou que os soldados do Exército não sabiam que Sinwar estava na área durante o confronto. Eles avistaram vários militantes entrando em um edifício e ordenaram o ataque que derrubou a estrutura. Foi apenas após a inspeção dos escombros que perceberam que um dos mortos se parecia com Sinwar.

Sinwar havia conseguido escapar de outras tentativas de captura anteriores. Em janeiro, tropas israelenses invadiram um complexo de túneis no sul de Gaza onde ele supostamente estava escondido, mas ele havia saído dias antes, deixando para trás documentos e grandes quantias de dinheiro.

A morte de Yahya Sinwar ocorre em meio a uma guerra devastadora que já causou mais de 42 mil mortes de palestinos e deixou Gaza em ruínas. A guerra também se expandiu, com bombardeios no sul do Líbano e confrontos com a milícia Hezbollah, além de ataques envolvendo o Irã e os houthis no Iêmen.


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